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23 mil identidades novas ficam esquecidas no Amapá

Documentos prontos para retirada acumulam nos postos. Polícia Científica alerta que a nova CIN é essencial para acesso a serviços sociais e programas governamentais.

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Curadoria Nortícia
Amapá · AM
26 de mai. de 2026
publicado
2 min
de leitura · 510 palavras
Pilha de documentos de identidade sobre mesa
Documentos prontos para retirada acumulam nos postos. Polícia Científica alerta que a nova CIN é ess · Foto: Redação Nortícia

A preguiça de buscar um documento pronto pode custar caro para o cidadão amapaense. A Polícia Científica do Amapá (PCA) detectou um volume alto de Carteiras de Identidade Nacional (CIN) emitidas e abandonadas. São 23 mil novas identidades aguardando retirada nas unidades do Super Fácil, enquanto o estado já contabiliza mais de 120 mil documentos expedidos desde o início do novo modelo.

O dado chama a atenção pela proporção. Para cada cinco documentos feitos, quase um fica esquecido na prateleira. A situação gera um custo operacional para o estado e, principalmente, deixa o cidadão desatualizado. A diretora da PCA, Janaína Pereira, ressaltou que muitos solicitam a nova identidade mas mantêm o hábito de usar o RG antigo, uma prática que pode prejudicar o acesso a direitos básicos.

Acesso a direitos e programas

Não é apenas uma troca de foto ou de número. A nova CIN é um documento integrado, fundamental para a vida civil. A diretora foi enfática ao explicar que o papel da identidade vai muito além de portar em uma carteira. É a chave para abrir portas no setor público.

Segundo Janaína, o documento é imprescindível para o acesso a serviços sociais e programas governamentais. No Norte, onde a dependência de assistência e transferências de renda é uma realidade para uma fatia grande da população, estar com o documento desatualizado ou não retirar o novo pode significar filas maiores, burocracia extra ou até a perda de benefícios. O alerta serve para quem acha que o RG antigo ainda resolve tudo.

Segurança e versão digital

Além da questão burocrática, existe o fator segurança. O novo modelo unificado traz mais proteção contra fraudes, um problema histórico na região. O caso de Ana Fernandes, de 44 anos, ilustra a urgência de ter a documentação em ordem. Ela relatou ter sido vítima de um assalto onde teve seus documentos roubados. O incidente foi o motivação imediata para solicitar a nova CIN.

Outro ponto negligenciado pelos 23 mil cidadãos é a modernidade. A primeira via do documento é gratuita, o que elimina a barreira financeira, e vem acompanhada da versão digital. O aplicativo da identidade nacional, válido em todo o país, permite facilitar o dia a dia, evitando o desgaste de carregar o físico sempre. No entanto, a tecnologia só funciona se o usuário concluir o processo indo ao posto buscar o papel.

O chamado para retirada

A Polícia Científica faz um chamado simples: quem já solicitou, deve ir buscar. Os 23 mil documentos estão prontos. Deixá-los no Super Fácil ocupa espaço e mantém o registro do cidadão em um limbo administrativo.

A orientação é checar o status da solicitação e comparecer às unidades. A atualização documental é um dever do cidadão para garantir a plena cidadania. Enquanto o RG antigo pode ainda circular, a tendência é que os sistemas públicos exijam o novo padrão unificado cada vez mais. Não deixar para depois é a maneira de evitar dor de cabeça na hora de precisar de um atendimento de saúde ou uma inscrição em um programa.

Com base em g1-ap.

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◆ Repórter · Nortícia Política

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