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23 mil novas identidades não são retiradas no Amapá

Documentos prontos parados no Super Fácil; Polícia alerta que a falta de busca impede acesso a serviços públicos essenciais.

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Curadoria Nortícia
Amapá · AM
26 de mai. de 2026
publicado
2 min
de leitura · 543 palavras
Documentos empilhados em balcão de atendimento.
Documentos prontos parados no Super Fácil; Polícia alerta que a falta de busca impede acesso a servi · Foto: Redação Nortícia

No Amapá, a modernização da documentação esbarra na falta de interesse do cidadão em buscar o que é seu. A Polícia Científica do Amapá (PCA) revelou um número preocupante: 23 mil novas Carteiras de Identidade Nacional (CIN) já estão prontas e impressas, mas continuam abandonadas nas unidades de atendimento. Os documentos estão parados, aguardando retirada nos postos do Super Fácil, enquanto os solicitantes seguem sem o novo RG em mãos.

Desde o início do processo de emissão do novo documento nacional, o estado já emitiu mais de 120 mil identidades. O número mostra que a procura existe, mas o ciclo de conclusão está quebrado. A diretora da PCA, Janaína Pereira, chamou atenção para o fato de que muitas pessoas solicitam a nova CIN, mas, por inércia ou desconhecimento, continuam utilizando o Registro Geral antigo no dia a dia, deixando o atualizado trancado nos serviços públicos.

Acesso a direitos essenciais

A diretora Janaína Pereira reforçou que a carteira de identidade não serve apenas para apresentar em fiscalizações de rotina. Segundo ela, o documento é uma chave fundamental para a inclusão social. É através do RG que o cidadão consegue acessar serviços sociais básicos, se inscrever em programas governamentais e utilizar uma série de serviços públicos que exigem identificação atualizada e válida.

Deixar o documento na gaveta do posto de atendimento significa, na prática, abrir mão desses direitos ou criar burocracia desnecessária para obtê-los. O apelo da Polícia Científica é para que a população verifique se a sua identidade já está pronta e vá até o Super Fácil regularizar a situação. O custo é zero, já que a primeira via do documento é gratuita para todos os cidadãos.

Tecnologia e facilidade

Além do modelo físico em segurança augmentada, a nova CIN oferece uma alternativa moderna para quem vive conectado. O documento também pode ser acessado em sua versão digital, que possui validade legal em todo o território nacional. Isso significa que, mesmo que a pessoa ainda não tenha ido ao posto buscar o plástico, ela pode utilizar a versão do celular para se identificar em diversas situações, agilizando a vida de quem mora no Amapá.

A digitalização dos documentos é uma tendência que veio para ficar e facilita a vida do usuário, eliminando o risco de esquecer ou perder a carteira física em deslocamentos cotidianos. No entanto, a versão física continua sendo necessária para certos trâmites oficiais e deve ser retirada.

Segurança e o dia a dia

A importância de manter a documentação em ordem e atualizada ficou evidente no relato de moradores que buscaram o novo documento após passarem por apuros. É o caso de Ana Fernandes, de 44 anos. Ela contou que a motivação para solicitar a nova CIN veio após um assalto, no qual teve todos os seus documentos roubados. A insegurança de estar sem identidade em uma cidade grande a fez correr para resolver a burocracia.

Casos como o de Ana mostram que o documento não é apenas um pedaço de papel, mas a garantia de cidadania. Com 23 mil unidades prontas, a PCA espera que a população do Amapá compareça aos postos para retirar seus RGs. O serviço está disponível, é gratuito e garante acesso pleno aos direitos de quem vive na região.

Com base em g1-ap.

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Curadoria Nortícia

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