Acidente com carreta provoca congestionamento na Avenida Rodrigo Otávio, no Japiim
Colisão em cadeia envolvendo cinco veículos interdita pista da Zona Sul; IMMU orienta desvios.
Seu Raimundo Nonato, 56 anos, motorista de aplicativo, estava parado no semáforo da Avenida Rodrigo Otávio, altura da quadra 800, quando ouviu o estrondo. Eram 12h15 de um sábado ensolarado, e o barulho forte de metal batendo contra metal — seguido de um vidro quebrando — interrompeu o movimento do Japiim.
O susto veio de uma carreta de carga que, em um movimento ainda não esclarecido pela perícia, colidiu com um sedan parado. O impacto foi tão forte que empurrou o primeiro carro contra outros quatro à frente, formando um efeito dominó que paralisou a pista sentido bairro-Centro naquela manhã. Raimundo desceu do carro para ver se alguém estava machucado e viu a confusão se instalar.
"Foi um baile. A carreta pegou o sedan de trás e foi empurrando todo mundo. O dono do carro do meio veio correndo achando que tinha morrido", contou Raimundo, enquanto aguardava a liberação da via. Segundo ele, o motorista da carreta parecia confuso, mas passou bem.
A Avenida Rodrigo Otávio é uma das principais artérias da Zona Sul de Manaus, ligando bairros como Japiim, Alvorada e São José operário ao Centro e às avenidas de acesso. Qualquer parada por ali se reflete em quilômetros de lentidão. Em menos de dez minutos após a batida, a fila já passava do Mercado Municipal do Japiim e avançava em direção à avenida Costa e Silva.
Equipes do Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU) foram acionadas por volta de 12h30. Agentes de trânsito chegaram rapidamente para organizar o fluxo nos cruzamentos próximos, tentando aliviar o gargalo criado pelos destroços que ocupavam uma das faixas da via. O tráfego foi desviado para as ruas laterais, mas o volume de carros em um fim de semana de compras e lazer sobrecarregou as vias alternativas do bairro.
Dona Clotilde Lima, 48 anos, que tem um boteco na esquina da rua Dom Pedro I com a Rodrigo Otávio, disse que o barulho de buzina não parou por quase uma hora. "Aqui todo mundo sai na hora do almoço. É a pressa que causa isso", opinou a comerciante, enquanto servia almoço para clientes que ficaram presos no engarrafamento. "O Samu veio rápido, passou a sirene ligada e atendeu as pessoas no próprio acostamento. Graças a Deus não foi nada grave, só alguns arranhões e susto", completou.
Segundo a nota oficial do Centro de Controle Operacional do IMMU, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e a Polícia Militar também atenderam a ocorrência. As vítimas sofreram escoriações leves e receberam atendimento no local, sem necessidade de remoção para hospitais. O maior desafio, no entanto, continuava sendo a desocupação da pista.
A liberação total da via depende da conclusão do boletim de ocorrência e da perícia do Instituto de Criminalística (IC). Enquanto isso, os técnicos do IMMU coordenam a remoção dos veículos avariados com guinchos particulares. O processo é lento: para retirar o sedan que ficou preso em meio aos outros, é preciso manejo delicado para não agravar os estragos e não atingir quem estava apenas observando do acostamento.
Até a última atualização, por volta das 14h, a lentidão ainda persistia na região. A orientação da prefeitura, através do IMMU, é que motoristas que precisam cruzar a Zona Sul busquem rotas alternativas pela Avenida Cosme Ferreira ou pelo Compensa, evitando a Rodrigo Otávio. O trânsito tende a normalizar gradualmente após a saída do último guincho.
Quem precisar denunciar irregularidades no trânsito ou solicitar informações sobre as vias pode ligar para a Central de Atendimento do IMMU no telefone 156, opção 4, ou pelo aplicativo Manaus Na Mão. O registro de ocorrência também pode ser feito na delegacia virtual, caso os envolvidos precisem do documento para o seguro.
Ananda Rocha
Equipe Nortícia · Manaus, AM. Cobertura jornalística independente do Norte do Brasil.



