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Atlas da Violência aponta zero homicídios de crianças até 4 anos no Acre em 2024

Levantamento do Ipea e FBSP mostra redução de 100% no número de óbitos em relação ao ano anterior.

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Diego Câmara
Acre · AM
31 de mai. de 2026
publicado
2 min
de leitura · 370 palavras
Capa do relatório Atlas da Violência com gráficos estatísticos sobre segurança pública.
Levantamento do Ipea e FBSP mostra redução de 100% no número de óbitos em relação ao ano anterior. · Foto: Redação Nortícia

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) divulgaram na terça-feira (26) a edição 2026 do Atlas da Violência. O relatório consolida as estatísticas oficiais sobre mortalidade violenta no país e indica que o Acre não registrou homicídios de crianças na faixa etária de 0 a 4 anos durante o ano de 2024.

Segundo os dados cruzados pelo estudo, o estado havia contabilizado três ocorrências de homicídio nessa faixa etária em 2023. A variação para zero no ano seguinte representa uma redução de 100% no número absoluto de vítimas. O levantamento utiliza como fonte o Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM) do Ministério da Saúde, considerando as causas externas classificadas como agressões (códigos X85 a Y09 da CID-10).

Na análise por taxa de mortalidade por 100 mil habitantes, o Acre também apresentou queda expressiva. Em 2023, o estado registrou uma taxa de 4,0 homicídios por 100 mil crianças de 0 a 4 anos, o índice mais alto do período analisado. Em 2024, esse indicador caiu para 0,0. A série histórica abrangida pelo estudo, entre 2014 e 2024, demonstra uma flutuação nos registros, com números anuais oscilando entre zero e três ocorrências.

O Atlas da Violência é uma referência nacional para o monitoramento das políticas de segurança pública e saúde. A metodologia do estudo busca corrigir subnotificações e padronizar os dados entre as unidades federativas. No caso específico do Acre, a interrupção dos registros de letalidade contra a primeira infância contrasta com a tendência observada em outros indicadores de violência doméstica e familiar que, historicamente, demandam atenção das secretarias estaduais.

O relatório destaca que, embora o recorte temporal demonstre um resultado positivo para o ano de 2024, a vigilância epidemiológica e as ações de prevenção permanecem necessárias. O levantamento aponta que a violência contra crianças é frequentemente subnotificada e ocorre majoritariamente no ambiente doméstico, o que exige protocolos de atuação integrados entre a Segurança Pública, a Saúde e a Assistência Social.

Os dados completos do Atlas da Violência 2026 estão disponíveis para consulta pública nos portais do Ipea e do FBSP. O documento ano a ano subsidia o planejamento de ações governamentais e o direcionamento de recursos para áreas com maiores índices de vulnerabilidade.

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◆ Repórter · Nortícia Segurança

Diego Câmara

Equipe Nortícia · Manaus, AM. Cobertura jornalística independente do Norte do Brasil.

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