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Bombeiros deixam vítima de acidente cair ao solo em Porto Velho

Jovem de 24 anos caiu da prancha na entrada da Policlínica Ana Adelaide; equipe teria tratado o fato como normal, diz irmã.

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Ananda Rocha
Rondônia · AM
18 de jun. de 2026
publicado
2 min
de leitura · 384 palavras
Câmera de segurança registra ambulância parada na entrada de unidade de saúde em Porto Velho.
Jovem de 24 anos caiu da prancha na entrada da Policlínica Ana Adelaide; equipe teria tratado o fato · Foto: Redação Nortícia

Markson Vidal, 24 anos, estava imobilizado na prancha de resgate quando sentiu o impacto no rosto e no corpo. O local era a entrada da Policlínica Ana Adelaide, na zona Leste de Porto Velho, e o horário, a noite desta quarta-feira (17). Ao sair da ambulância, a equipe do Corpo de Bombeiros deixou o rapaz cair no chão de cimento, com a prancha e tudo. Ele tinha acabado de sofrer um acidente de trânsito em um cruzamento do bairro Aponiã.

Nas imagens obtidas pelo g1, é possível ver a viatura parar no acesso à unidade de saúde. Poucos segundos depois, ouve-se um baque seco. Markson aparece no chão, ainda preso ao equipamento de imobilização, de bruços. Quem está ao lado e ajuda a levantá-lo não é a equipe de socorro que o transportou, mas a irmã dele, Evelly Vidal.

"Ele ficou no chão e me mandaram ir fazer a ficha, dizendo que era normal acontecer esse tipo de queda", relata Evelly. Ela conta que os profissionais trataram a situação com naturalidade. "Eu falei que não iria sair de perto dele. Com a minha ajuda, conseguimos colocá-lo novamente na maca, mas fizeram pouco caso da situação", disse a irmã da vítima.

O acidente que originou o chamado ao 193 aconteceu pouco antes. Markson sofreu ferimentos e foi levado em regime de emergência. A expectativa da família era de cuidado e estabilidade na chegada ao hospital, não de um segundo impacto. Segundo Evelly, o rapaz já reclamava de dores do primeiro acidente e se queixou ainda mais após a queda na maca.

O protocolo de atendimento pré-hospitalar determina que a vítima deve ser transportada com segurança total, mantendo a imobilização da coluna até o exame médico. A queda de uma prancha longa com o paciente acoplado é considerada um evento adverso grave, pois pode agravar lesões existentes. Em Porto Velho, o transporte de vítimas de acidente de trânsito para unidades de pronto atendimento é atribuição do Corpo de Bombeiros em conjunto com a Secretaria Municipal de Saúde (Semusa).

A família de Markson informou que vai buscar medidas administrativas sobre o ocorrido. Para que situações como essa sejam registradas e apuradas, o cidadão pode acionar a Ouvidoria do SUS de Rondônia pelo número 0800 644 4400 ou registrar o fato diretamente no Comando do Corpo de Bombeiros.

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◆ Repórter · Nortícia Cidades

Ananda Rocha

Equipe Nortícia · Manaus, AM. Cobertura jornalística independente do Norte do Brasil.

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