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Brasil sai sob críticas em conferência pelo fim de combustíveis fósseis

O país tentou liderar o debate na Colômbia, mas sua proposta nacional de transição energética gerou desconforto e questionamentos internacionais.

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Curadoria Nortícia
Manaus, AM
25 de mai. de 2026
publicado
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O país tentou liderar o debate na Colômbia, mas sua proposta nacional de transição energética gerou · Foto: Redação Nortícia

O futuro energético do planeta começou a ser desenhado fora do Brasil, mas com o país no centro das atenções. A 1ª Conferência para a Transição para Longe dos Combustíveis Fósseis, realizada em Santa Marta, na Colômbia, marcou um passo inédito na tentativa global de abandonar petróleo, gás e carvão. O evento reuniu nações dispostas a debater o fim da era fóssil, mas o Brasil saiu da reunião em uma posição delicada.

O papel de articulador e o desgaste

O governo brasileiro chegou a Santa Marta com a meta de ser um grande articulador do diálogo. A expectativa era posicionar o país como líder em transição ambiental, aproveitando sua matriz energética limpa. No entanto, a estratégia virou um jogo de desgaste durante o evento. A publicação da proposta nacional de transição energética do Brasil não foi recebida com aplausos, mas com ceticismo.

O documento colocou o Brasil em uma situação de constrangimento. As críticas surgem de uma aparente contradição: enquanto o país se apresenta como protagonista ambiental, o plano interno para abandonar os combustíveis fósseis ainda é visto como tímido ou ambíguo por outros participantes do acordo.

O impacto para a Amazônia

Para os estados do Norte, essa discussão não é burocrática, é existencial. A Amazônia está na linha de frente das mudanças climáticas, mas também é vista como nova fronteira de exploração de petróleo e gás. A divergência na proposta brasileira sinaliza que o governo ainda tenta conciliar interesses econômicos imediatos com as necessidades climáticas urgentes.

O desconforto internacional pode refletir diretamente em investimentos e na pressão sobre o bioma. Enquanto o mundo sinaliza o fim dos fósseis, a região corre o risco de continuar preso a um modelo de extração que gera conflitos territoriais e ambientais.

Um processo contínuo

A conferência deixou claro que o debate não acabou. O evento em Santa Marta não foi um ponto final, mas o início de um processo contínuo de transição. O sinal para o mercado e para a sociedade é de que a economia global está virando a chave. O Brasil precisa ajustar sua rota se quiser ter voz ativa nesse novo desenho mundial sem perder credibilidade.

Ficar para trás nessa agenda significa abrir mão de liderança tecnológica e econômica. Para a região Norte, o desafio é garantir que essa transição não signifique mais pobreza, mas sim oportunidade real na bioeconomia e na floresta em pé.

Com base em InfoAmazonia.

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◆ Repórter · Nortícia Política

Curadoria Nortícia

Equipe Nortícia · Manaus, AM. Cobertura jornalística independente do Norte do Brasil.

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