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Café no Acre: 83% dos produtores são pequenos

Levantamento do Sebrae aponta força do pequeno produtor no estado, que só perde para Rondônia no ranking nacional.

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Curadoria Nortícia
Acre · AM
26 de mai. de 2026
publicado
1 min
de leitura · 306 palavras
Produtor cuidando de lavoura de café em terra acreana
Levantamento do Sebrae aponta força do pequeno produtor no estado, que só perde para Rondônia no ran · Foto: Redação Nortícia

O café amadurece como alternativa econômica sólida no Acre. Um levantamento recente divulgado pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) coloca em números o que o campo já vinha mostrando: a força está na pequena propriedade. Segundo a pesquisa, 83% dos cafeicultores do estado trabalham em áreas inferiores a 20 hectares.

Esse índice é expressivo. No cenário nacional, onde grandes latifúndios muitas vezes ditam a regra, o Acre se destaca. O estado figura entre os maiores percentuais do país em pequena produção, ficando atrás apenas de Rondônia. Lá, o índice chega a 87%. No Brasil como um todo, a média de pequenos negócios no setor cafeeiro é de 54%.

Perfil da produção

O estudo traça um retrato de quem está por trás do grão produzido aqui. Não são novatos. A idade média desses produtores é de 49 anos, somando uma experiência média de duas décadas na lida. São pessoas que conhecem a terra e o clima da região.

O levantamento entrevistou 1.102 produtores espalhados por 14 estados. Enquanto Minas Gerais e São Paulo concentram os produtores de médio porte, o Norte reforça sua vocação para o agricultor familiar e o pequeno empreendedor rural.

Tecnologia e Ambiente

A produção não é apenas manual. A pesquisa aponta que ferramentas modernas já entraram no campo. Drones e satélites são usados para apoiar o licenciamento ambiental dos produtores. Esse é um ponto chave num estado onde a pressão por desmatamento é constante.

O uso de tecnologia para monitorar a produção ajuda na regularização. O café, portanto, surge como uma cultura capaz de gerar renda sem necessariamente abrir mão da conformidade ambiental. Com um salto na produção estimado em mais de 100% em anos recentes, o setor busca se profissionalizar. Valorizar a terra local é o lema que guia esse crescimento.

Com base em g1-ac.

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◆ Repórter · Nortícia Economia

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