Caminhão com mais de 40 lhamas é apreendido na BR-364 no Acre
A carga foi parada no Posto da Tucandeira, em Rio Branco. O dono, de Rondônia, diz que os bichos têm documentação e que parte já havia sido barrada na fronteira com o Peru no ano passado.
Um carregamento incomum parou o tráfego e chamou atenção das autoridades na BR-364, em Rio Branco. Na noite da última quarta-feira (20), um caminhão boiadeiro foi apreendido no Posto de Fiscalização da Tucandeira. O motivo? Transportar mais de 40 lhamas sem a documentação regular para o trânsito.
Histórico se repete
A responsabilidade pela carga recai sobre Wellington Vieira de Araújo. O empresário não é novato nesse tipo de problema: ele é o mesmo proprietário que teve animais barrados em setembro do ano passado em Assis Brasil, na divisa com o Peru. Na ocasião, uma leva de alpacas e lhamas foi retida também por falta de documentos.
Segundo Wellington Araújo, parte dos animais recém-apreendidos são filhotes do lote que ficou preso em Assis Brasil. Ele afirma que o nascimento ocorreu durante os 16 dias em que os animais ficaram retidos na fronteira, no ano anterior.
A briga pela liberação
O dono do rancho, localizado em Alvorada do Oeste, em Rondônia, nega irregularidades. Segundo ele, a documentação está em dia. A defesa do empresário aponta para uma falha burocrática. Ele denunciou o caso anterior ao Ministério Público Federal do Acre (MPF-AC), alegando que a alfândega de Assis Brasil recusou a carga simplesmente porque não havia um auditor fiscal no local para fazer a liberação.
Naquele episódio de 2025, os animais só foram soltos após ele conseguir uma liminar na Justiça. Agora, a tentativa é recuperar os novos animais sob a alegação de que a criação em Rondônia é legal e o transporte estava regular.
Criação na região
Além das lhamas, o empresário cria alpacas, caprinos e ovinos em sua propriedade em Rondônia. A criação desses animais, ainda que pouco comum no contexto tradicional da Amazônia, tem se expandido para fins de produção de lã e outros derivados.
A fiscalização na BR-364 e nos postos de fronteira segue rigorosa, exigindo documentação sanitária e de origem para o transporte de animais vivos entre estados e países vizinhos.
Curadoria Nortícia
Equipe Nortícia · Manaus, AM. Cobertura jornalística independente do Norte do Brasil.
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