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Repetição: empresário tem lhamas apreendidas no Acre

Carga com mais de 40 animais foi retida em Rio Branco. Dono, de Rondônia, alega burocracia e repete caso de 2025 na fronteira.

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Curadoria Nortícia
Acre · AM
26 de mai. de 2026
publicado
1 min
de leitura · 308 palavras
Caminhão transportando lhamas é abordado na rodovia
Carga com mais de 40 animais foi retida em Rio Branco. Dono, de Rondônia, alega burocracia e repete · Foto: Redação Nortícia

A fiscalização na BR-364 voltou a prender um caminhão carregado de animais exóticos. Na noite desta quarta-feira (20), a Polícia Rodoviária Federal (PRF) abordou um veículo no Posto de Fiscalização da Tucandeira, em Rio Branco. A carga transportava mais de 40 lhamas. O dono dos bichos é um conhecido produtor rural de Rondônia que já passou por situação parecida na divisa com o Peru.

Dono de Rondônia

Os animais pertencem a Wellington Vieira de Araújo. Ele é proprietário de um rancho em Alvorada do Oeste, no interior de Rondônia, onde cria alpacas, lhamas, ovinos e caprinos. A aposta na pecuária de animais andinos tem crescido na região, mas esbarra na burocracia de transporte.

Wellington afirmou à Rede Amazônica que parte das lhamas detidas agora são filhotes de animais que ficaram apreendidos anteriormente. Segundo ele, a documentação estaria em dia. O produtor tenta recuperar a carga junto aos órgãos ambientais, mas a retenção persiste por irregularidades na guia de trânsito.

Histórico na fronteira

Este não é o primeiro encontro do empresário com a fiscalização acreana. Em setembro do ano passado, Wellington teve uma carga de alpacas e lhamas barrada em Assis Brasil, na fronteira com o Peru. Na ocasião, os animais ficaram retidos por 16 dias.

O produtor recorreu ao Ministério Público Federal (MPF) alegando que a alfândega não tinha auditor fiscal para liberar a entrada. Ele conseguiu uma liminar na Justiça para recuperar os bichos. Agora, o histórico repete-se a mais de 300 km dali, na capital do Acre, renovando a discussão sobre a fiscalização de fauna na rodovia.

O caso ilustra a dificuldade logística para produtores que atuam com espécies não tradicionais no Norte. Enquanto a justiça não se manifesta sobre a nova apreensão, os animais permanecem sob custódia. A fiscalização segue rigorosa na BR-364, principal via de escoamento e conexão com os estados vizinhos.

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◆ Repórter · Nortícia Economia

Curadoria Nortícia

Equipe Nortícia · Manaus, AM. Cobertura jornalística independente do Norte do Brasil.

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