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Excesso de peso faz ponte de madeira cair em Brasiléia, no Acre

Caminhão com 30 toneladas ultrapassou limite de 7 t em ponte do Rio Xapuri. Motorista saiu ileso, mas estrutura interditada sofreu ruptura total.

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Curadoria Nortícia
Acre · AM
26 de mai. de 2026
publicado
2 min
de leitura · 499 palavras
Ponte de madeira quebrada com caminhão caído no barranco seco.
Caminhão com 30 toneladas ultrapassou limite de 7 t em ponte do Rio Xapuri. Motorista saiu ileso, ma · Foto: Redação Nortícia

Uma ponte de madeira sobre o Rio Xapuri, em Brasiléia, no interior do Acre, não resistiu ao peso de um caminhão de carga e rompeu na manhã desta segunda-feira (25). O acidente chamou a atenção não apenas pela destruição da via, mas pelo descumprimento flagrante das normas de tráfeso. O motorista, que seguia sozinho, conseguiu sair do veículo a tempo e não sofreu ferimentos.

A estrutura, que já era alvo de atenção das autoridades locais, cedeu logo na passagem do caminhão do Grupo Ronsy. Segundo informações da administração da empresa, o veículo transportava areia para um cliente da região. O impacto foi forte o suficiente para quebrar as vigas de madeira, deixando a carreta suspensa e presa no barranco, evitando uma queda total nas águas do rio.

Carga muito acima do limite

A causa principal do colapso foi o excesso de peso da carga. A ponte de madeira tinha sinalização clara que proibia a passagem de caminhões acima de 7 toneladas. No entanto, o veículo envolvido no acidente transportava 30 toneladas de material. Isso representa um excesso de 328,5% em relação ao limite máximo suportado pela estrutura.

O gerente geral da empresa em Epitaciolândia, cidade vizinha, Cosme Silva de Souza, confirmou os dados. Ele explicou que o caminhão carregava 17 metros cúbicos de areia. A negligência em relação à placa de interdição foi o fator determinante para o acidente. Mesmo com o aviso visível, a tentativa de atravessar com a sobrecarga levou à destruição imediata da passagem.

Ação da Defesa Civil

O que torna o caso mais grave é o contexto de vistoria recente. No domingo, um dia antes do acidente, a Defesa Civil do município realizou uma inspeção no local. A equipe técnica avaliou as condições da ponte e reforçou a necessidade de respeitar os limites de peso. A vistoria visava justamente evitar situações de risco como a que ocorreu na segunda-feira.

Apesar da fiscalização, o desrespeito às normas persistiu. A ponte já estava sinalizada, mas a fiscalização de rua não conseguiu impedir a travessia do veículo irregular. Agora, o trânsito na região fica comprometido. A ponte ligava trechos importantes e sua queda gera prejuízos logísticos para moradores rurais e para o comércio local que depende daquela via.

Riscos na infraestrutura local

O episódio expõe a fragilidade da infraestrutura viária no interior do Norte. Pontes de madeira são comuns em acessos secundários e requerem manutenção constante e obediência rigorosa aos limites de carga. Quando essas regras são ignoradas, o prejuízo é dobrado: o patrimônio público é destruído e a segurança da população é colocada em xeque.

Em Brasiléia, a retirada do caminhão e o reparo da ponte serão necessários para retomar a normalidade. Enquanto isso, o desvio por outras rotas pode aumentar o custo do transporte e o tempo de deslocamento. O caso serve de alerta para transportadores e poder público sobre a necessidade de fiscalização efetiva e respeito às sinalizações para preservar as vias que conectam as cidades acreanas.

Com base em g1 AC.

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