Homem morre após ser facado em Guaraí; suspeito alega defesa da mãe
Polícia Civil apura morte de homem de 37 anos; suspeito de 28 anos se entregou e testemunhas corroboram versão de agressão.
Um homem de 37 anos foi morto a facadas na madrugada desta segunda-feira (1º) em Guaraí, no centro do Tocantins. A Polícia Civil investiga o caso sob a classificação preliminar de legítima defesa de terceiros, após um jovem de 28 anos se apresentar à delegacia e assumir a autoria, alegando que a vítima agredia sua mãe. O registro da ocorrência foi feito por volta das 4h.
Segundo informações da Polícia Militar (PMTO), que primeiramente atendeu a ocorrência, o suspeito compareceu espontaneamente à Delegacia de Polícia Civil logo após o conflito. Em depósito preliminar, o investigado narrou que a ação com arma branca foi necessária para conter uma agressão em curso contra a genitora. A versão foi documentada no auto de apresentação, aguardando as formalidades do inquérito.
A tese defensiva encontra respaldo inicial nos relatos colhidos no local do crime. Conforme apurado pelos militares, testemunhas presenciais indicaram que a vítima, de 37 anos, efetivamente atacava a mulher, mãe do suspeito. A corroboração de terceiros é um elemento técnico que poderá pesar na análise da materialidade e da autoria delitiva sob a ótica da exclusão de ilicitude prevista no Código Penal.
Para a perícia, a dinâmica do confronto é central. O corpo da vítima foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Gurupi. O laudo cadavérico deverá detalhar a quantidade de lesões, a direção dos ferimentos e a força empregada nos golpes. Esses dados são fundamentais para constatar se a resposta do suspeito foi proporcional à ameaça ou se houve excesso doloso, o que modificaria a tipificação para homicídio doloso ou culposo.
Em termos procedimentais, a apresentação espontânea do suspeito na delegacia altera a dinâmica da custódia. Diferente da prisão em flagrante, onde o indivíduo é detido no momento do crime, a apresentação permite que o investigado narre os fatos sob a tutela da autoridade policial antes de qualquer decisão sobre a liberdade provisória. O delegado titular avaliará os autos para definir se o investigado responderá em liberdade ou se medidas cautelares serão aplicadas.
A identificação da vítima segue em curso pela polícia. Até a última atualização, o nome do homem de 37 anos não havia sido divulgado oficialmente, aguardando a notificação dos familiares. A Secretaria de Segurança Pública do Tocantins (Sesp) e a Polícia Civil foram procuradas para detalhar o andamento do inquérito, mas não se manifestaram até o fechamento desta matéria.
A defesa do jovem de 28 anos não foi localizada, visto que a identidade completa não foi tornada pública pela polícia nesta fase inicial. O inquérito deve tramitar na Vara Criminal de Guaraí, onde o Ministério Público analisará se os elementos comprovam a legítima defesa ou se oferece denúncia por crime contra a vida.
Diego Câmara
Equipe Nortícia · Manaus, AM. Cobertura jornalística independente do Norte do Brasil.
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