Irmão de Melqui Galvão é preso em Manaus
Policial civil foi detido temporariamente pela Depca. Motivo da prisão não foi divulgado, mas ele já estava afastado.
O policial civil Enoque Sarah de Lima Galvão, de 44 anos, irmão do professor de jiu-jitsu Melqui Galvão, encontra-se detido em Manaus. A prisão temporária foi cumprida nesta terça-feira (26), efetuada pela Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca). A determinação partiu da Vara de Garantias Penais e de Inquéritos Policiais do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM).
Logo após a detenção, Enoque passou pela audiência de custódia, procedimento obrigatório para avaliar a legalidade da prisão e a necessidade da manutenção da custódia. O ato gerou expectativa na capital, uma vez que o policial já figurava em investigações recentes envolvendo a segurança do sistema prisional do estado.
Motivo da detenção
Até o momento, as autoridades competentes não divulgaram oficialmente o motivo específico que levou à decretação da prisão temporária. A medida judicial é geralmente utilizada em situações onde a presença do investigado é considerada indispensável para o deslinde das investigações ou quando há indícios de risco à instrução processual.
A reportagem entrou em contato com a Polícia Civil do Amazonas para obter detalhes sobre as acusações que fundamentam a nova ordem judicial. Porém, a corporação não se manifestou até a última atualização. O sigilo das investigações é comum nessa fase processual, mas o vínculo do policial com um caso de repercussão pública aumenta a pressão por transparência.
Antecedentes na corporação
A situação de Enoque Galvão na Polícia Civil já era delicada. No início deste mês de maio, ele foi afastado das funções operacionais. A medida administrativa foi tomada após a instituição tomar conhecimento de informações que o ligavam a uma suposta entrada irregular de uma pessoa na unidade prisional onde seu irmão, Melqui Galvão, estava cumprindo pena.
O episódio anterior levantou suspeitas sobre possíveis falhas de segurança ou até mesmo facilitação por parte de agentes. O fato de agora ter sido preso temporariamente sugere que as apurações sobre aquele incidente ou outros fatos conexos evoluíram para um estágio de maior gravidade perante a Justiça.
A defesa do policial foi procurada para comentar a prisão e os desdobramentos do caso, mas não houve retorno até o fechamento desta matéria. A expectativa é de que, nos próximos dias, a defesa ou o Ministério Público apresentem maiores detalhes sobre a acusação.
Com base em g1 AM.
Eliana Castro
Equipe Nortícia · Manaus, AM. Cobertura jornalística independente do Norte do Brasil.
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