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Lhamas são apreendidas na BR-364; dono tem histórico na fronteira

Caminhão com mais de 40 animais foi parado em Rio Branco. Carga pertence a pecuarista de Rondônia que já teve problemas em Assis Brasil.

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Curadoria Nortícia
Acre · AM
26 de mai. de 2026
publicado
2 min
de leitura · 528 palavras
Caminhão boiadeiro parado em fiscalização na rodovia.
Caminhão com mais de 40 animais foi parado em Rio Branco. Carga pertence a pecuarista de Rondônia qu · Foto: Redação Nortícia

A fiscalização agrícola na rodovia BR-364 voltou a ser palco de uma operação de apreensão de animais exóticos no Acre. Na noite da última quarta-feira (20), uma equipe do Posto de Fiscalização da Tucandeira, localizado em Rio Branco, interceptou um caminhão boiadeiro que chamou a atenção. O veículo transportava mais de 40 lhamas e, após a abordagem, foi determinada a apreensão imediata da carga e do transporte. A ação policial levanta uma suspeita imediata sobre a origem e a regularidade documental desses animais.

Ao verificar a propriedade da carga, as autoridades constataram que os bichos pertencem ao empresário Wellington Vieira de Araújo. O nome não é novo para os órgãos de controle do estado. Trata-se do mesmo indivíduo que enfrentou problemas sérios no ano passado, quando teve uma carga composta por alpacas e lhamas barrada na fronteira internacional. O caso atual parece ser um desdobramento ou uma nova tentativa de escoamento dessa produção pecuária que vem do exterior.

Conflito na Alfândega de Assis Brasil

Para entender a gravidade e o contexto desta nova apreensão, é preciso voltar ao mês de setembro do ano passado. Naquela ocasião, o empresário Wellington tentava cruzar a fronteira de Assis Brasil com um lote de animais trazidos do Peru. A importação desses animais exige uma série de guias de trânsito e inspeção sanitária rigorosa. No entanto, a carga acabou retida.

O motivo da retenção anterior gerou um conflito administrativo e jurídico. O empresário alegou que chegou à alfândega de Assis Brasil, mas não havia nenhum auditor fiscal de plantão para realizar a liberação. Sem o profissional, a alfândega recusou a entrada, e os animais ficaram em um limbo legal e físico. Insatisfeito, Wellington denunciou o caso ao Ministério Público Federal do Acre (MPF-AC).

A situação só se resolveu na Justiça. Após 16 dias de apreensão e muito desgaste, o empresário conseguiu uma liminar que ordenava a soltura dos animais. A vitória na justiça, contudo, não resolveu a tensão entre o pecuarista e a fiscalização, que agora se repete na BR-364.

O Rancho em Rondônia e a Criação de Lhamas

A logística desses animais mostra uma integração econômica entre o Acre e Rondônia. Embora tenham entrado pelo Acre ou sido apreendidos em solo acreano, o destino final é o rancho do empresário, localizado em Alvorada do Oeste, em Rondônia. Lá, ele mantém uma criação diversificada que inclui alpacas, lhamas, caprinos e ovinos.

A criação de camelídeos sul-americanos, como lhamas e alpacas, é uma atividade que tem crescido na região, especialmente para a produção de fibra de alta qualidade. Contudo, o transporte interestadual desses animais exige rigor. Wellington Araújo garantiu, em entrevista à Rede Amazônica Acre nesta segunda-feira (25), que a documentação desta vez está em dia.

Ele tentou recuperar a carga apreendida alegando regularidade. Um dado que pode servir de prova para a defesa é que parte das lhamas presas agora são filhotes dos animais que ficaram retidos em Assis Brasil no incidente anterior. Se a carga mãe foi liberada pela Justiça, espera-se que a prole também esteja regularizada. As autoridades, porém, mantêm a apreensão até a conferência final dos papéis, demonstrando cautela no controle sanitário regional.

Com base em g1 AC.

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