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Polícia procura empresária e prende secretária de Saúde em operação em Palmas

Investigação apura irregularidades na terceirização das UPAs; mandados visam coibir ocultação de provas e interferência em inquérito.

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Diego Câmara
Tocantins · AM
10 de jun. de 2026
publicado
2 min
de leitura · 455 palavras
Viatura da Polícia Civil estacionada em frente à Secretaria Municipal de Saúde de Palmas.
Investigação apura irregularidades na terceirização das UPAs; mandados visam coibir ocultação de pro · Foto: Redação Nortícia

A Polícia Civil do Tocantins cumpriu na manhã desta quarta-feira (10) mandado de prisão preventiva contra a titular da Secretaria Municipal de Saúde (Semus) de Palmas e o superintendente de Atenção à Saúde. A ação integra a segunda fase da Operação Falsa Emergência, deflagrada pela Divisão Especializada de Repressão à Corrupção (Decor) para apurar irregularidades na gestão e terceirização das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) da capital.

Segundo o inquérito policial, os investigados são apontados como responsáveis por fraudar licitações e favorecer a entidade Santa Casa de Misericórdia de Itatiba, localizada no interior de São Paulo, na prestação de serviços médicos de emergência. A investigação aponta que o esquema causou prejuízos à administração pública e comprometeu a qualidade do atendimento à população.

A autoridade policial responsável pela operação informou que a decisão pela prisão preventiva foi tomada após a coleta de novas provas. Os elementos obtidos desde a primeira fase, iniciada em 21 de maio, indicam que o grupo estaria articulando estratégias para destruir documentos, ocultar evidências e coercer testemunhas com o objetivo de interferir no curso das investigações e alinhar versões dos envolvidos.

Um dos alvos principais da atual fase é a empresária Claúdia Fernanda Cândido da Silva, apontada pelos investigadores como lobista. A Polícia Civil divulgou cartaz de procurada para C.F.C.S., que responde ao processo em liberdade. Segundo a corporação, ela atuou como articuladora dos interesses da organização social junto ao executivo municipal, sendo considerada uma das principais operadoras do esquema de corrupção. A ordem de prisão preventiva contra ela foi expedida pela Justiça, mas ela permanece em local incerto.

Com os mandados cumpridos nesta quarta, a Secretaria de Saúde de Palmas teve sua gestão afetada diretamente. O superintendente Andreis Vicente da Costa também foi detido. Ambos foram encaminhados à sede da Polícia Civil para registro do Auto de Prisão em Flagrante, convertida em preventiva por determinação judicial.

Procurada, a defesa da empresária Claúdia informou, por meio de nota, que iria se manifestar nos autos após ter acesso integral ao conteúdo do inquérito. A assessoria da Secretaria Municipal de Saúde informou apenas que o órgão segue funcionando normalmente.

As investigações da Decor apontam que a contratação irregular da Santa Casa de Misericórdia de Itatiba envolvia pagamentos por serviços não efetivamente prestados e sobrepreço nos procedimentos médicos. O contrato, que deveria garantir o funcionamento das UPAs 24 horas por dia, teria sido utilizado como mecanismo de desvio de verbas públicas.

A Operação Falsa Emergência agora aguarda os desdobramentos da ação penal. O Ministério Público Estadual foi notificado sobre as prisões e deve oferecer denúncia nos próximos dias. Os investigados respondem pelos crimes de organização criminosa, corrupção passiva e lavagem de dinheiro. O caso tramita em segredo de justiça na 2ª Vara Criminal de Palmas.

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◆ Repórter · Nortícia Segurança

Diego Câmara

Equipe Nortícia · Manaus, AM. Cobertura jornalística independente do Norte do Brasil.

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