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PCRO prende cinco por morte por engano no distrito de Extrema, em Porto Velho

Investigação apura que vítima foi confundida com alvo real em janeiro; suspeitos participaram de logística e intimidação de testemunhas.

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Diego Câmara
Rondônia · AM
01 de jun. de 2026
publicado
3 min
de leitura · 565 palavras
Viaturas e agentes da Polícia Civil durante operação de prisão no distrito de Extrema.
Investigação apura que vítima foi confundida com alvo real em janeiro; suspeitos participaram de log · Foto: Redação Nortícia

A Polícia Civil de Rondônia (PCRO) prendeu na manhã desta sexta-feira (29) cinco pessoas no distrito de Extrema, zona rural de Porto Velho. Os detidos são acusados de participação no homicídio de um homem ocorrido em janeiro deste ano, no qual investigações apontam que a vítima foi morta por engano após ser confundida com o alvo real do crime.

A ação foi coordenada pela 15ª Delegacia de Polícia Especializada (DPE) e resultou no cumprimento de sete mandados de busca e apreensão, além das prisões preventivas decretadas pela 3ª Vara Criminal da Comarca de Porto Velho. Segundo o Auto de Prisão em Flagrante (APF) registrado na delegacia, o crime, tipificado como homicídio doloso qualificado, teria sido fruto de um erro de execução por parte do grupo criminoso.

Conforme a investigação, que corre sob sigilo no Inquérito Policial nº 0087/2026, o grupo planejou a execução visando um determinado indivíduo que frequentava um estabelecimento comercial no distrito de Extrema. No entanto, no momento da ação, os executores confundiram a vítima, um cliente ocidental do local, com o pretendido. A troca de alvos foi confirmada através de análises de imagens de circuito interno do estabelecimento e delações prestadas por colaboradores da investigação.

Os investigados, identificados pelas iniciais J.S., 32 anos; M.A., 28 anos; L.C., 35 anos; R.P., 24 anos; e T.Q., 29 anos, teriam atuado em diferentes etapas da cadeia criminosa. O inquérito indica que J.S. e M.A. seriam os executores materiais, enquanto R.P. e L.C. teriam fornecido apoio logístico e realizado o monitoramento prévio. A quinta detida, T.Q., é apontada como responsável pela ocultação do veículo utilizado na fuga e pela tentativa de intimidação de testemunhas e familiares da vítima nos meses seguintes ao crime.

Além da participação no ato executório, a investigação aponta que o grupo manteve uma conduta de ocultação de provas e perseguição aos familiares da vítima. Testemunhas ouvidas em depoimento relataram ter recebido ameaças anônimas nos meses seguintes ao crime, o que levou a inclusão de apuração sobre coação no curso do processo. A Polícia Civil atuou no monitoramento das ameaças para garantir a segurança dos colaboradores da justiça antes da deflagração das prisões.

Durante as buscas realizadas nas residências dos suspeitos, a polícia apreendeu armas brancas, aparelhos de telefonia celular que seriam utilizados na comunicação durante o crime e o veículo Fiat/Palio, cor prata, que teria sido utilizado no deslocamento até o local do homicídio. O material pericial será encaminhado ao Instituto de Criminalística (IC) para perícia completa.

A defesa técnica dos investigados, constituída pelo escritório Silva & Associados, foi procurada para comentar o caso. Em nota breve, o advogado responsável informou que irão aguardar o desfecho do inquérito para apresentar a defesa prévia e que sustentam a não participação de seus clientes no crime alegado, além de contestar a fundamentação da prisão preventiva.

O delegado responsável pelas investigações ressaltou a importância da integração entre as unidades policiais para o desfecho do caso, considerando a complexidade logística do distrito de Extrema, que faz fronteira com o município de Candeias do Jamari. As prisões visam desarticular uma célula criminosa que atuava na região com planejamento prévio de ações violentas.

Os cinco presos foram autuados e encaminhados ao Sistema Penitenciário do Estado para cumprimento da medida cautelar. O inquérito policial segue tramitando para apuração da autoria intelectual do crime, com o Ministério Público Estadual aguardando o relatório final da autoridade policial para oferta da denúncia.

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◆ Repórter · Nortícia Segurança

Diego Câmara

Equipe Nortícia · Manaus, AM. Cobertura jornalística independente do Norte do Brasil.

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