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PF apreende quase 2 mil litros de combustível em Guajará-Mirim

Cinco pessoas foram presas em flagrante no Rio Mamoré com carga ilegal de combustível sem documentação fiscal.

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Diego Câmara
Rondônia · AM
05 de jun. de 2026
publicado
2 min
de leitura · 445 palavras
Galões de combustível amontoados em embarcações às margens do Rio Mamoré durante ação da Polícia Federal.
Cinco pessoas foram presas em flagrante no Rio Mamoré com carga ilegal de combustível sem documentaç · Foto: Redação Nortícia

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quinta-feira (4) uma ação de patrulhamento na fronteira de Guajará-Mirim que resultou na prisão em flagrante de cinco pessoas e na apreensão de quase dois mil litros de combustível contrabandeado. Segundo o boletim de ocorrência registrado na delegacia local, a operação foi iniciada a partir de uma vigilância aérea rotineira, que detectou movimentação suspeita em um ponto de atracação clandestino às margens do Rio Mamoré, divisa natural com a Bolívia.

Ao sobrevoar a região, os agentes da PF identificaram duas embarcações de pequeno porte ancoradas em área de difícil acesso por terra, com uma quantidade volumosa de galões expostos no convés. A coordenação da ação imediatamente deslocou equipes de apoio terrestre e fluvial para o local, onde se efetivou a abordagem. Durante a fiscalização, foi constatado que a carga, composta por aproximadamente 1.980 litros de combustível, não possuía qualquer documentação fiscal, nota fiscal de eletrônica ou controle aduaneiro que justificasse a procedência ou o destino do produto em território brasileiro.

Os cinco ocupantes das embarcações, identificados apenas como integrantes do grupo local nesta fase preliminar do inquérito, foram autuados em flagrante delito. O combustível, que segundo a PF seria destinado à revenda irregular no mercado de Rondônia, aproveitando-se da diferença de preços e tributação entre os dois países, foi apreendido e encaminhado para a Receita Federal. O órgão tributário fará a avaliação do material, que deve seguir para leilão ou destruição, conforme os procedimentos administrativos padrões para mercadorias estrangeiras sem documentação.

O delegado responsável pelo caso destacou que o modus operandi aponta para a ação criminosa típica da região de fronteira seca, onde o uso de embarcações e trilhas clandestinas busca burlar os postos de controle da Alfândega. O crime tipificado é o de contrabando ou descaminho, previsto no Artigo 334 do Código Penal, com penas que podem variar de dois a cinco anos de reclusão, além do pagamento dos tributos devidos e multas pecuniárias. A subfiscalização do produto gera prejuízo competitivo ao comércio formal e perda de arrecadação estadual.

Após a lavratura do auto de prisão em flagrante na superintendência da PF em Porto Velho, os investigados foram conduzidos à audiência de custódia no Fórum Federal. A decisão judicial sobre a manutenção das prisões preventivas ou a aplicação de medidas cautelares alternativas depende da análise dos riscos de continuidade delitiva e do nível de organização do grupo, que ainda é objeto de investigação. O inquérito policial, instaurado para apurar a extensão da logística de tráfico e a possível existência de financiadores, tramita em segredo de justiça na 1ª Vara Federal Criminal de Rondônia. A defesa dos indiciados foi oficiada para apresentar resposta à acusação no prazo legal.

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◆ Repórter · Nortícia Segurança

Diego Câmara

Equipe Nortícia · Manaus, AM. Cobertura jornalística independente do Norte do Brasil.

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