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PF combate garimpo no Santuário das Árvores Gigantes, no Amapá

Polícia Federal intensificou fiscalizações no estado contra extração ilegal. Operações recentes destruíram escavadeiras e apreenderam mercúrio na divisa com o Pará.

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Curadoria Nortícia
Amapá · AM
26 de mai. de 2026
publicado
3 min
de leitura · 674 palavras
Escavadeira destruída em floresta densa no Amapá
Polícia Federal intensificou fiscalizações no estado contra extração ilegal. Operações recentes dest · Foto: Redação Nortícia

O garimpo ilegal avança sobre áreas sensíveis do Amapá, forçando uma resposta rigorosa das autoridades federais. A atenção voltou-se recentemente para o Santuário das Árvores Gigantes, uma região de floresta densa situada na divisa entre Laranjal do Jari, no Amapá, e Almeirim, no Pará. A Polícia Federal identificou que a atividade ilegal chegava perigosamente perto dessa área de preservação, a menos de 1,5 km de seu perímetro. Diante do cenário de devastação, a PF intensificou o ciclo de fiscalizações em 2026, realizando operações de alto impacto para conter o avanço da fronteira extrativista ilegal na região norte.

A mais recente ação ocorreu entre os dias 12 e 15 de maio. Durante três dias, agentes policiais percorreram a mata de difícil acesso da região para desmantelar pontos de extração clandestina. O resultado foi a destruição imediata de infraestrutura pesada de garimpo. Quatro escavadeiras hidráulicas, equipamentos essenciais para a abertura de grandes crateras na terra, foram inutilizadas no local. Além das escavadeiras, a operação resultou na destruição de dois tratores, três quadriciclos e dezenas de motores. A ação também atingiu a logística de suprimento dos criminosos: cerca de 3,3 mil litros de diesel, combustível vital para o funcionamento das máquinas no meio da floresta, foram confiscados, impedindo a continuidade da atividade naquele ponto.

Danos ambientais e resíduos tóxicos

O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) acompanhou de perto as ações e documentou a situação no campo. As imagens obtidas pelo instituto revelam acampamentos improvisados montados no meio da mata, mostrando como os garimpeiros se instalaram para operar na região. Essas estruturas, além de ocuparem o solo protegido, servem de base para o avanço da degradação ambiental. A presença humana desordenada em áreas de preservação traz consigo a geração de lixo, poluição sonora e a alteração do comportamento da fauna local, afetando o equilíbrio do santuário.

Um dos focos centrais das apreensões é o combate ao uso de mercúrio, um grave problema na Amazônia. No acumulado das operações realizadas pela PF no Amapá em 2026, foram retirados de circulação 3 kg desse metal pesado. O mercúrio é utilizado para separar o ouro de outros sedimentos, mas seu uso indiscriminado é um desastre para os ecossistemas aquáticos. Ao contaminar a água e os peixes, a substância entra na cadeia alimentar, atingindo as populações ribeirinhas que dependem do rio para subsistência. A apreensão desses 3 kg evita que toneladas de água sejam contaminadas pelo metal, protegendo a saúde das comunidades do entorno.

Balanço das ações em 2026

O esforço policial no estado foi significativo neste ano. Foram três grandes operações deflagradas especificamente para combater o garimpo ilegal no território amapaense. O balanço total dessas ações demonstra a escala do problema e o volume de recursos investidos pelos exploradores ilegais: 14 escavadeiras hidráulicas foram destruídas desde o início de 2026. Esse número alto reflete a aposta em maquinário pesado para extrair o ouro o mais rápido possível, deixando um rastro de destruição difícil de recuperar.

A atuação na região de fronteira entre o Amapá e o Pará apresenta desafios logísticos complexos. A localização remota exige uma mobilização custosa de força tática e inteligência. As autoridades preocupam-se com o efeito cascata que o garimpo causa na região. Não se trata apenas da extração mineral, mas da abertura de clareiras que facilitam o desmatamento, a caça predatória e a invasão de terras públicas. A destruição de geradores, acampamentos e equipamentos busca desestimular o retorno rápido das quadrilhas às áreas já fiscalizadas, sinalizando tolerância zero contra crimes ambientais.

O combate ao garimpo ilegal no Norte é uma disputa constante e desgastante. Enquanto houver demanda ilegal por ouro, a pressão sobre florestas como o Santuário das Árvores Gigantes persistirá. O trabalho integrado entre a PF e o ICMBio em 2026 demonstra uma tentativa rigorosa de frear esse avanço, protegendo o patrimônio ambiental e a segurança pública nas fronteiras do estado. A fiscalização deve ser mantida de forma contínua para garantir que os esforços das operações anteriores não sejam perdidos com a reocupação das áreas pelos invasores.

Com base em g1-ap.

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