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Segundo foco de moko da bananeira é confirmado em Feijó, no Acre

Novo caso da praga foi registrado na comunidade Seringal Nova Sorte. O Idaf iniciou força-tarefa de erradicação para conter a disseminação.

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Curadoria Nortícia
Acre · AM
26 de mai. de 2026
publicado
2 min
de leitura · 500 palavras
Bananeiras infectadas pela bactéria em plantação no interior do Acre
Novo caso da praga foi registrado na comunidade Seringal Nova Sorte. O Idaf iniciou força-tarefa de · Foto: Redação Nortícia

A agricultura do Acre está em alerta novamente. O governo do estado confirmou a detecção de um novo foco de moko da bananeira. A praga bacteriana, que causa prejuízos severos à lavoura, apareceu no interior do estado, especificamente na comunidade Seringal Nova Sorte, em Feijó. A localização fica às margens do Rio Envira, região que depende fortemente das atividades agrícolas de subsistência e comercial.

Este é o segundo registro da doença na região. O primeiro caso aconteceu oito meses atrás. O retorno do problema preocupa técnicos e produtores, pois a bactéria é agressiva e pode se espalhar rapidamente se não houver contenção imediata. A confirmação foi dada pela coordenação do Programa Estadual de Sanidade da Bananicultura do Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Acre (Idaf/AC).

Detalhes da Inspeção em Feijó

A ação preventiva começou logo após a notificação do foco, que ocorreu no mês de abril. Segundo Malena Lima, coordenadora do programa, o Idaf realizou uma vistoria detalhada na propriedade afetada. A área cultivada analisada é de aproximadamente 1 hectare, onde se encontra o plantio de banana prata.

Durante a inspeção, constatou-se que 18% das plantas vivas naquele hectare estavam infectadas com a bactéria. Embora a maioria ainda estivesse sadia, o nível de contaminação foi suficiente para disparar o alarme e acionar os protocolos de emergência. O foco foi isolado para evitar que a doença atingisse plantações vizinhas.

Erradicação e Contenção

No mês de maio, as saídas de campo se transformaram em operação de combate. O Idaf iniciou a força-tarefa para erradicar as plantas doentes e conter a disseminação do moko. A prática envolve o corte correto e a destruição do material infectado, além da desinfestação das ferramentas utilizadas no serviço.

A rapidez na resposta é fundamental. O moko é uma praga grave que provoca o apodrecimento dos frutos. Além da perda da produção, a doença causa a formação de um pus bacteriano, característico da infecção. Esse material facilita a transmissão da bactéria para outras bananeiras, seja por insetos, solo ou ferramentas contaminadas.

Risco Econômico e Medidas de Segurança

Para a população humana, a bactéria não oferece riscos à saúde. Comer bananas de áreas adjacentes ou circular pela região não causa doença. O dano é puramente econômico. Para o produtor rural, o moko significa queda de produtividade e, em casos extremos, a perda total da bananeira, que é uma cultura perene de longo ciclo.

A principal forma de prevenção continua sendo a higiene no campo. Produtores são orientados a limpar facões, facas e enxadas antes de passar de uma planta para outra. O uso de mudas sadias e oriundas de viveiros certificados também é uma recomendação técnica essencial para manter a sanidade das lavouras no Acre.

Com a finalização das ações de erradicação em maio, o monitoramento segue constante. O objetivo agora é garantir que o foco no Seringal Nova Sorte foi totalmente eliminado. O interior do Acre não pode dar trégua para essa praga que ameaça a renda das famílias locais.

Com base em g1-ac.

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