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Governo do Amapá lança plataforma gratuita com videoaulas para o Enem

Novo sistema Avanem oferece aulas online e polos híbridos em 19 escolas para estudantes da rede pública e particulares.

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Ananda Rocha
Amapá · AM
05 de jun. de 2026
publicado
2 min
de leitura · 488 palavras
Estudante utiliza notebook para acessar plataforma de estudos em sala de aula no Amapá.
Novo sistema Avanem oferece aulas online e polos híbridos em 19 escolas para estudantes da rede públ · Foto: Redação Nortícia

Isabela Costa, 17 anos, divide a tarde entre o caixa da padaria da família, no bairro Infraero, em Macapá, e os cadernos de exercícios de Química. O sonho dela é Farmácia na Unifap, mas o orçamento doméstico não comporta as mensalidades de um cursinho tradicional. Desde quarta-feira (3), porém, a rotina de estudos da jovem ganhou um novo endereço gratuito: a plataforma Avanem, lançada pelo governo do Amapá.

A ferramenta reúne videoaulas organizadas diretamente pelos quatro eixos do Enem — Linguagens, Matemática, Ciências da Natureza e Ciências Humanas — e também contempla a redação. O acesso é feito pelo endereço eletrônico edigital.seed.ap.gov.br/avanem. Bastam nome completo e e-mail para criar uma conta e liberar o conteúdo, que é atualizado semanalmente.

Isabela, que cursou o terceiro ano no Centro de Ensino Médio (CEM) da sua região, conta que a dificuldade não é só de dinheiro, mas de material organizado. "Antes eu procurava vídeo no YouTube, mas não tinha sequência. Agora já comecei a ver a matéria de Biologia pelo celular mesmo no intervalo do almoço", relata.

O projeto é da Secretaria de Estado de Educação (Seed). Cleyberton Sousa, coordenador de Educação Básica e Profissional da pasta, explica que o foco principal são os alunos da rede pública estadual e municipal. "A iniciativa amplia o acesso de quem não tem condições de pagar e democratiza a preparação para o exame em todo o território amapaense", afirma Sousa.

Além do formato 100% online, o Avanem funciona de maneira híbrida em 19 escolas-polo espalhadas pelo interior e em Macapá. Nesses locais, os estudantes contam com o suporte de professores presenciais para tirar dúvidas das videoaulas e fazer simulados. É o caso de Jailson Santos, de 19 anos, morador do distrito de Mazagão Velho. Ele precisa pegar uma lancha para chegar ao polo mais próximo, mas garante que o esforço vale pela possibilidade de uma vaga federal. "Lá tem internet rápida e o professor ajuda a entender a parte de Física que é mais difícil", diz Jailson.

A plataforma também aceita estudantes da rede particular e adultos que já concluíram o ensino médio e tentam uma nova chance no exame. O conteúdo é gravado por professores com experiência prévia em preparação para o Enem, seguindo a matriz de referência do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

Para garantir que o sistema funcione, a Seed monitora o acesso dos alunos. Os inscritos recebem alertas sobre novos conteúdos e a agenda de lives que acontecem eventualmente. A ideia é que o estudante monte um cronograma próprio, sem a rigidez de horários fixos de sala de aula, mas com o suporte curricular necessário.

Quem quer aproveitar a ferramenta precisa apenas de um dispositivo com internet — celular, tablet ou computador. Não há custo de inscrição e o acesso é liberado imediatamente após o cadastro. O próximo passo para quem quer uma vaga na universidade em 2027 é começar pelo cadastro no endereço edigital.seed.ap.gov.br/avanem.

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◆ Repórter · Nortícia Cidades

Ananda Rocha

Equipe Nortícia · Manaus, AM. Cobertura jornalística independente do Norte do Brasil.

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