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Nortícia SegurançaInvestigação em Araguaína

Padrasto com histórico de feminicídio é encontrado morto ao lado de enteada em Araguaína

Polícia Civil apura morte de homínido e jovem de 19 anos; suspeito tinha condenação anterior por crime com modus operandi similar.

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Diego Câmara
Tocantins · AM
05 de jun. de 2026
publicado
2 min
de leitura · 513 palavras
Fita policial isolando residência em Araguaína onde corpos foram encontrados carbonizados.
Polícia Civil apura morte de homínido e jovem de 19 anos; suspeito tinha condenação anterior por cri · Foto: Redação Nortícia

A Polícia Civil do Tocantins investiga as circunstâncias da morte de duas pessoas encontradas em estado de carbonização na manhã desta quarta-feira (3) em uma residência no setor Geraldo Alves, em Araguaína, no norte do estado. As vítimas foram identificadas como I. S. N., de 46 anos, e sua enteada, Laiane Cardoso Noleto, de 19 anos.

Segundo o laudo de local de exame cadavérico elaborado pela Perícia Técnico-Científica, os corpos apresentavam queimaduras de alto grau e estavam parcialmente despidos no interior da casa. A estrutura do imóvel sofreu danos moderados em decorrência do fogo. No local, foram apreendidos um galão plástico com vestígios de odor de gasolina e vestígios de acelerante de combustão, o que indica a ação de um agente externo para iniciar ou alimentar o incêndio.

Equipes da Delegacia de Homicídios de Araguaína isolaram o perímetro e iniciaram os trabalhos de investigação. Uma das linhas de apuração centra-se no histórico criminal de I. S. N. Conforme apurado pelo Tribunal de Justiça do Tocantins (TJ-TO), o indivíduo já havia sido condenado por crime com modus operandi semelhante. Em 2009, ele foi sentenciado a 35 anos de reclusão em regime fechado pelo estupro e homicídio de outra enteada. Na sentença da época, o magistrado responsável pelo caso destacou que o réu ateou fogo ao corpo da vítima na tentativa de ocultar os vestígios do crime.

De acordo com os dados da Vara de Execuções Penais, I. S. N. cumpria pena atualmente. Após prestar serviços internos no sistema prisional, obteve progressão para o regime semiaberto e, posteriormente, beneficiou-se da prisão domiciliar sob monitoramento eletrônico. A Polícia Civil verifica se o equipamento de monitoramento estava acoplado ao indivíduo no momento do evento e se houve falha no sinal da tornozeleira eletrônica. Não foi localizado equipamento de rastreamento nos arredores da residência até o momento da perícia.

A delegacia titular do caso registrou a ocorrência como "encontro de cadáver" e "homicídio doloso qualificado". A polícia trabalha com duas hipóteses principais: a de que I. S. N. tenha cometido o feminicídio da enteada e posteriormente cometido suicídio, ou a de que um terceiro tenha executado ambos. A autoria do incêndio e a cronologia exata dos fatos dependem do laudo cadavérico definitivo, que deve ser concluído pelo Instituto Médico Legal (IML) nos próximos dias.

Familiares da vítima Laiane Cardoso Noleto manifestaram-se à imprensa local sobre o ocorrido. Um primo da jovem, em declaração aos repórteres, lamentou a perda e citou o potencial da vitima. A Polícia Civil ouvirá os familiares para colher informações sobre o convívio entre o padrasto e a enteada nos dias anteriores ao incidente.

O inquérito policial tramita em sigilo na Delegacia de Homicídios de Araguaína. Após o cruzamento das informações periciais, incluindo a análise de resíduos de combustível e a possível causa mortis por asfixia ou queimaduras, os autos serão encaminhados ao Ministério Público do Estado do Tocantins (MPTO) para análise e eventual oferecimento de denúncia. Se confirmada a autoria do padrasto sobre a morte da jovem, o caso será arquivado em relação a ele, mas prosseguirá para apuração de terceiros se houver indícios.

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◆ Repórter · Nortícia Segurança

Diego Câmara

Equipe Nortícia · Manaus, AM. Cobertura jornalística independente do Norte do Brasil.

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