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Chuva e filas marcam a primeira segunda-feira de junho em Belém

Tempestade na madrugada alaga vias e atrasa frota de ônibus na capital; moradores relatam filas de até 40 minutos nos terminais.

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Ananda Rocha
Pará · AM
01 de jun. de 2026
publicado
3 min
de leitura · 567 palavras
Ônibus coletivo trafega em avenida alagada durante chuva na madrugada em Belém.
Tempestade na madrugada alaga vias e atrasa frota de ônibus na capital; moradores relatam filas de a · Foto: Redação Nortícia

Dona Jandira Cardoso, 49 anos, comerciante da feira do Ver-o-Peso, estava no ponto da Avenida Almirante Tamandaré, em São Brás, às 5h45 desta segunda-feira (1º). Em vez do ônibus 603, ela viu a chuva engrossar e a água subir até o meio-fio. Foram 25 minutos debaixo de guarda-chuva até que um coletivo, com lotação máxima, abrisse as portas. A chuva que caiu sobre Belém na madrugada desta segunda-feira deixou o trânsito parado e transformou os terminais de integração em cenários de filas intermináveis.

O problema central foi a tempestade que atingiu a capital entre 5h e 7h, concentrando-se principalmente nas bacias da Estrada Nova e do Reduto. Pontos como a Travessa Doutor Assis, no bairro do Umarizal, e a passagem de nível da Avenida Pedro Miranda, no Jurunas, ficaram intransitáveis por cerca de uma hora. Segundo a Companhia de Trânsito e Transporte Urbano de Belém (CTTU), a equipe de sinalização chegou às 6h10 para organizar o fluxo, mas o volume de água já havia comprometido as faixas da direita em toda a extensão da Almirante Barroso.

No Terminal da Praia da Barca, a situação se complicou antes mesmo das 6h. O estudante Gabriel Nogueira, 21 anos, que precisava pegar o ônibus para a Universidade Federal do Pará (UFPA) no Campus Básico, conta que a linha 003 demorou 40 minutos para passar. "A gente fica vendo a tela do painel mudar os horários e o ônibus não chega. Quando vem, já vai lotado do bairro. Acabei perdendo a primeira aula", reclama Gabriel, que monitora o aplicativo Moovit enquanto espera.

A Belémtrans informou, por meio de sua assessoria, que 12 linhas sofreram desvios de trajeto durante o pico da chuva. Entre elas, a 203 (Tapanã/Marambaia) e a 405 (Sacramenta/Cremação) deixaram de circular pelo trecho da Avenida Generalíssimo Deodoro. A justificativa oficial da empresa é a "prioridade de segurança da frota e dos passageiros em vias alagadas". A frota reserva foi acionada apenas às 7h, quando o céu já começava a abrir.

Moradores da Pedreira também relataram atrasos na coleta de lixo, que ocorre segundas e quintas na região. O senhor Antônio Pires, 67 anos, que mora na Travessa 14 de Março, diz que o caminhão da coleta seletiva passou apenas ao meio-dia, deixando as sacolas acumuladas na calçada sob o sol que veio depois da chuva. "A água da chuva misturou com o lixo espalhado. A rua ficou um brejo e o caminhão não conseguiu entrar logo cedo", relata Antônio.

Este tipo de transtorno é recorrente no início do mês, somado ao volume maior de veículos no retorno ao trabalho. Segundo dados históricos da CTTU, a segunda-feira é o dia com maior número de incidentes de trânsito em Belém, com uma média de 40 ocorrências por turno da manhã. A chuva da madrugada derrubou três árvores: uma na Rua João Diogo, no Batista Campos, e duas na Avenida Marquês de Herval, no Nazaré, o que obrigou o fechamento de uma faixa de rolamento por cerca de duas horas.

Para quem enfrenta problemas diários com o transporte, a recomendação é registrar a reclamação nos canais oficiais. A ouvidoria da Belémtrans funciona pelo número 156, opção 2, ou pelo aplicativo "Belém Cidadão". O protocolo é necessário para que a empresa possa monitorar as linhas com mais atrasos e planejar a frota para os próximos dias de chuva, que devem se estender até o fim da semana, segundo a previsão do Sivar.

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◆ Repórter · Nortícia Cidades

Ananda Rocha

Equipe Nortícia · Manaus, AM. Cobertura jornalística independente do Norte do Brasil.

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