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Comerciante é morto em latrocínio durante assalto a mercadinho em Manaus

PC do Amazonas apura morte de homem de 60 anos em bairro da Zona Leste; imagens de segurança mostram ação da dupla.

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Diego Câmara
Amazonas · AM
03 de jun. de 2026
publicado
3 min
de leitura · 658 palavras
Imagens de câmeras de segurança mostram interior de mercadinho e a ação criminosa registrada na noite de terça-feira em Manaus.
PC do Amazonas apura morte de homem de 60 anos em bairro da Zona Leste; imagens de segurança mostram · Foto: Redação Nortícia

A Polícia Civil do Amazonas instaurou inquérito para apurar as circunstâncias da morte de um comerciante, classificada como latrocínio, ocorrida na noite desta terça-feira (2), no bairro São José Operário, Zona Leste de Manaus. A vítima, Evilazio Alves da Silva, 60 anos, foi alvejada dentro do próprio estabelecimento comercial localizado na rua Itaporã. O caso foi registrado na 14ª Delegacia de Polícia de Área Integrada (DPAI) e, seguindo o protocolo da corporação para crimes contra a vida com qualificadoras, deve ser encaminhado à Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS).

De acordo com as informações preliminares colhidas pela autoridade policial, o crime ocorreu por volta das 19h. Imagens de circuito interno de vigilância, que integram o auto de constatação pericial, demonstram a entrada de dois indivíduos no mercadinho. A gravação mostra o comerciante percebendo a aproximação dos suspeitos e se posicionando atrás do balcão. Em seguida, Evilazio é visto entregando objetos e valores a um dos autores, que permanece na frente do caixa recolhendo o material em uma mochila.

A dinâmica do crime se altera quando um segundo suspeito, portando arma de fogo e aparentemente utilizando um telefone celular, aproxima-se da área onde a vítima se encontrava. As imagens registram o momento em que o indivíduo agride o comerciante com socos na região do ombro. Em reação aos golpes, Evilazio se levanta e avança na direção do agressor. Nesse intervalo, o homem armado efetua disparos contra a vítima, que cai imediatamente ao chão. Após o disparo, a dupla recolhe mais itens das prateleiras e abandona o local a pé, sem direção conhecida.

Equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foram acionadas por vizinhos após ouvirem o barulho dos tiros, mas ao chegar ao endereço, os profissionais de saúde constataram o óbito de Evilazio Alves da Silva. O corpo da vítima foi encaminhado ao Instituto de Medicina Legal (IML) para a realização do exame necroscópico, que deve confirmar a causa da morte e o trajeto do projétil, dados essenciais para o inquérito. Peritos do Instituto de Criminalística (IC) isolaram a cena do crime e recolheram cápsulas de munição e digitais para análise forense.

A classificação do crime como latrocínio — roubo qualificado pela morte — altera a gravidade da apuração penal. Diferente de um homicídio simples, o latrocínio ocorre quando a morte é consequência direta de um roubo ou para assegurar a impunidade do crime, o que na legislação brasileira o enquadra como crime hediondo. Isso implica penas mais severas, que podem variar de 20 a 30 anos de reclusão, e regime inicial fechado obrigatório em caso de condenação, além de impedir benefícios como anistia e graça.

A investigação policial trabalha atualmente na identificação dos suspeitos. A presença de um aparelho celular em mãos de um dos autores abre uma linha de investigação técnica. A Polícia Civil pode requisitar os dados da operadora de telefonia para identificar com quem o indivíduo se comunicava momentos antes ou durante o crime, além da possibilidade de geolocalização. As câmeras de segurança, apesar de nítidas na cronologia, dificultam o reconhecimento facial devido ao uso de vestimentas que cobriam parcialmente o rosto dos criminosos.

O bairro São José Operário é uma região densamente povoada e possui um fluxo comercial intenso, o que historicamente facilita a fuga de criminosos, mas também aumenta a probabilidade de testemunhas. A delegacia local recolheu depoimentos de moradores e comerciantes vizinhos. A Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM) informou, através de nota, que não há prisões realizadas até o momento e que o trabalho de inteligência busca rastrear a fuga da dupla.

O inquérito policial deve tramitar em segredo de justiça para preservar as diligências. Após a conclusão dos procedimentos investigatórios e a elaboração do relatório final pelo delegado titular, os autos são encaminhados ao Ministério Público do Amazonas (MPAM) para análise e eventual oferecimento da denúncia criminal. A Polícia Civil solicita que informações que possam ajudar na identificação dos suspeitos sejam repassadas ao Disque Denúncia (181).

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◆ Repórter · Nortícia Segurança

Diego Câmara

Equipe Nortícia · Manaus, AM. Cobertura jornalística independente do Norte do Brasil.

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