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Condenado por abuso de enteada é preso em Santana, no Amapá

Após condenação de 20 anos, homem de 41 anos foi recolhido no bairro Paraíso. Delegacia relata abusos que começaram quando a vítima tinha 5 anos.

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Diego Câmara
Amapá · AM
03 de jun. de 2026
publicado
2 min
de leitura · 347 palavras
Viatura da Polícia Civil estacionada em via pública do bairro Paraíso, em Santana.
Após condenação de 20 anos, homem de 41 anos foi recolhido no bairro Paraíso. Delegacia relata abuso · Foto: Redação Nortícia

A Polícia Civil do Amapá cumpriu, na manhã desta quarta-feira (3), um mandado de prisão definitivo contra um homem de 41 anos no bairro Paraíso, em Santana. A ação, conduzida pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), resultou na custódia do indivíduo condenado a 20 anos de reclusão pelo crime de estupro de vulnerável. A prisão é decorrente do cumprimento de sentença judicial transitada em julgado, expedida pela Vara de Execuções Penais.

Segundo o boletim de ocorrência registrado na Deam, sob responsabilidade da delegada Ellen Viegas, a condenação baseia-se em denúncias de abusos sistemáticos cometidos contra a enteada do investigado. A apuração policial constatou que os abusos tiveram início quando a vítima possuía apenas 5 anos de idade, prolongando-se por um período de sete anos dentro do ambiente doméstico. O relacionamento de confiança e o convívio sob o mesmo teto foram determinantes para a caracterização da continuidade delitiva.

Os autos do processo relatam que o modus operandi do crime envolvia, inicialmente, toques em partes íntimas e beijos forçados, acompanhados de ameaças verbais direcionadas à criança. A delegada titular da unidade informou que as ameaças tinham o objetivo de inibir que a vítima revelasse a situação a familiares ou autoridades, criando um ciclo de medo e submissão no interior da residência da família.

As investigações apontam uma tentativa de consumação do estupro em 2020, quando a vítima completou 12 anos. De acordo com os registros, o homem levou a adolescente para uma área rural sob o pretexto de realizar um trabalho, tentando, no local, conjunção carnal. A ação, contudo, foi interrompida após a menina gritar de dor e apresentar sangramento. O episódio foi crucial para a quebra do silêncio e a formalização da denúncia perante a polícia.

Com a condenação definitiva de 20 anos, a pena reflete a gravidade atribuída pelo Judiciário à violação sexual intrafamiliar contra vulneráveis. O réu foi recolhido à Unidade Prisional de Santana para iniciar o cumprimento da pena. O caso segue tramitando na esfera da execução penal, sem possibilidade de recursos suspensivos da pena, devido ao trânsito em julgado da sentença condenatória.

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◆ Repórter · Nortícia Segurança

Diego Câmara

Equipe Nortícia · Manaus, AM. Cobertura jornalística independente do Norte do Brasil.

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