Detento morre após passar mal em presídio de Araguaína, no Tocantins
Custodiado de 42 anos teve mal súbito na Unidade Penal e não resistiu ao atendimento do Samu; corpo segue para necropsia.
Um homem de 42 anos, custodiado pela Secretaria de Estado da Cidadania e Justiça (Seciju), morreu na manhã desta quinta-feira (4) após sentir mal-estar na Unidade Penal de Araguaína (UPA), localizada no norte do Tocantins. Segundo nota oficial da pasta, o óbito foi confirmado pouco tempo depois da chegada do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), apesar das manobras de reanimação realizadas no local.
O incidente ocorreu durante o período da manhã, dentro do alojamento onde o preso cumpria pena. A crise de saúde foi percebida inicialmente por outros internos que dividiam a mesma cela, os quais acionaram imediatamente a equipe de vigilância penitenciária. Conforme o relato da administração da unidade, policiais penais em ronda de rotina atenderam ao chamado e retiraram o custodiado de dentro do alojamento para iniciar o socorro.
A equipe de saúde da unidade e o Samu foram acionados. O detento recebeu os primeiros atendimentos médicos ainda no interior do complexo prisional, mas não resistiu. A identidade do homem não foi divulgada pela Seciju, em cumprimento aos protocolos de sigilo e segurança estabelecidos para casos desta natureza.
De acordo com a assessoria da Secretaria, o ingresso do custodiado no sistema prisional havia ocorrido anteriormente seguindo os trâmites médicos de rotina. Os exames de admissão realizados na época não haviam apontado nenhuma alteração clínica que indicasse risco iminente ou patologia grave que pudesse evoluir para o quadro de mal súbito descrito. A informação busca atestar o cumprimento dos protocolos de triagem sanitária exigidos antes do encarceramento.
O corpo da vítima foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Araguaína. A necropsia será realizada para determinar a causa mortis, esclarecendo se a morte foi decorrente de uma condição preexistente não diagnosticada ou de outro fator clínico. O laudo cadavérico será peça fundamental para a conclusão do inquérito administrativo que será instaurado internamente.
Por se tratar de um óbito em estabelecimento prisional, o caso segue os trâmites legais obrigatórios. A administração da UPA deve registrar o ocorrido em boletim interno e comunicar o fato ao Ministério Público Estadual e à Defensoria Pública. O objetivo é garantir transparência e acompanhamento externo sobre as circunstâncias da morte e a eficácia do atendimento prestado pela equipe de saúde e pelo Samu.
A Unidade Penal de Araguaína é uma das principais do sistema carcerário tocantinense. A gestão de crises médicas dentro do ambiente de privação de liberdade é um desafio constante para a Seciju, que depende da integração entre as equipes de saúde penitenciária e a rede móvel de urgência do estado para o atendimento de custodiados.
Diego Câmara
Equipe Nortícia · Manaus, AM. Cobertura jornalística independente do Norte do Brasil.



