Empresário é preso por estupro de vulnerável e coação em Abaetetuba
Suspeito de estuprar criança de 11 anos foi detido após quatro dias de buscas; investigação aponta tentativa de coação de testemunha via rede social.
A Polícia Civil do Pará registrou, na tarde desta sexta-feira (30), a prisão em flagrante de um homem de 33 anos acusado de crimes sexuais contra vulnerável e coação no curso do processo. A detenção ocorreu na Delegacia Especializada no Atendimento à Criança e ao Adolescente (Deaca), em Abaetetuba, município do nordeste paraense. O suspeito, identificado pelas iniciais H.A.M.F., foi autuado após investigações que apontam a prática de estupro contra uma criança de 11 anos.
De acordo com o Boletim de Ocorrência registrado no dia 25 de maio, o crime teria ocorrido na rodovia Dr. João Miranda, zona rural de Abaetetuba. A denúncia foi formalizada pela mãe da vítima, o que acionou imediatamente o aparato policial. Diante da fuga do suspeito, a Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa ativou uma equipe conjunta com o Batalhão da Polícia Militar, iniciando uma operação de busca que perdurou por 96 horas. A inteligência policial e o rastreamento de informações foram fundamentais para localizar o paradeiro de H.A.M.F. e garantir a apresentação do investigado à delegacia.
Durante a apuração técnica do inquérito, os delegados constataram que o suspeito não apenas teria cometido o abuso, mas também tentou obstruir o andamento das investigações. Os autos apontam que, após a notícia do crime se espalhar na cidade, H.A.M.F. utilizou uma rede social para contatar uma adolescente de 13 anos, qualificada como testemunha do caso. Em mensagens de texto e áudio, o empresário pressionou a jovem para que ela permanecesse em silêncio, caso fosse procurada pelas autoridades. A conduta foi tipificada pelos peritos como coação no curso do processo, crime previsto no artigo 344 do Código Penal.
A prisão de H.A.M.F. expôs a operação do sistema de justiça na região do Tocantins paraense. Segunto apurado, a demora na concessão de medidas protetivas de urgência e na análise do pedido de prisão preventiva gerou tensão na comunidade. A ausência de uma resposta judicial célere nos primeiros dias após a denúncia forçou a família da vítima a adotar medidas de segurança extemporâneas, incluindo a retirada da criança do ambiente escolar para preservar a sua saúde mental, diante do abalo psicológico causado pelo episódio.
O caso segue tramitando em segredo de justiça na Comarca de Abaetetuba para proteger a identidade da vítima. O auto de prisão em flagrante foi encaminhado ao Poder Judiciário para a realização da audiência de custódia e análise da conversão da medida em prisão preventiva. O Ministério Público estadual acompanha o inquérito, que deve ser concluído para o oferecimento da denúncia. A defesa técnica de H.A.M.F. foi procurada pela reportagem para comentar os fatos, mas não havia se manifestado até o fechamento desta edição.
Diego Câmara
Equipe Nortícia · Manaus, AM. Cobertura jornalística independente do Norte do Brasil.
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