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Estudo da Ufac aponta Segundo Distrito como área de maior insegurança em Rio Branco

Levantamento inédito da UFAC mostra que moradores das regionais Belo Jardim e Vila Acre atribuem nota 4,4 para violência em escala de zero a cinco.

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Diego Câmara
Acre · AM
18 de jun. de 2026
publicado
3 min
de leitura · 578 palavras
Rua residencial em bairro de Rio Branco, com casas simples e calçamento.
Levantamento inédito da UFAC mostra que moradores das regionais Belo Jardim e Vila Acre atribuem not · Foto: Redação Nortícia

A primeira edição da Pesquisa de Vitimização em Rio Branco, conduzida pela Universidade Federal do Acre (UFAC) em conjunto com instituições parceiras, revelou que as regionais Belo Jardim e Vila Acre, localizadas no 2º Distrito da capital, lideram o ranking de sensação de insegurança. Os dados indicam que os moradores dessas áreas atribuíram uma nota média de 4,4 para a violência percebida no bairro, considerando uma escala de zero a cinco.

O levantamento, que tem como objetivo mapear a percepção de segurança urbana a partir da experiência dos habitantes, abrangeu sete das dez regionais administrativas de Rio Branco. Em todas as regionais pesquisadas, a média de avaliação sobre a violência no bairro foi superior a 4,0, o que demonstra um cenário generalizado de apreensão entre a população acreana.

Além de Belo Jardim e Vila Acre, a regional Calafate, que compreende um conjunto de onze bairros, apresentou média de 4,2. O bairro 6 de Agosto, que compõe a regional do mesmo nome, também registrou a nota 4,2. As regionais Tancredo Neves, Floresta e Baixada da Sobral completaram a lista com médias de 4,1, segundo os dados divulgados pelos pesquisadores.

O coordenador do estudo, professor Ermício Sena, destacou que os resultados apontam para uma dissociação entre a vitimização direta — o fato de ter sido vítima de um crime — e a percepção de risco. Segundo o acadêmico, a sensação de insegurança é construída também pela exposição cotidiana a contextos locais de violência e pela criminalidade observada no entorno, independentemente de o indivíduo ter sofrido uma infração penal.

Essa análise sugere que a criminalidade, mesmo quando não atinge diretamente o indivíduo, impacta a qualidade de vida e o comportamento da comunidade, gerando um clima de medo que permeia as relações sociais e o uso do espaço público. A pesquisa de vitimização diferencia-se dos registros oficiais de ocorrências policiais ao captar a "cifra oculta" da criminalidade e o sentimento de vulnerabilidade que nem sempre se traduz em boletins de ocorrência.

O estudo da Ufac estabelece um baseline para o monitoramento da segurança pública em Rio Branco. Ao identificar as regionais com maior índice de percepção de violência, o levantamento oferece subsídios técnicos para que órgãos de segurança e gestão pública municipal e estadual priorizem ações de prevenção e policiamento comunitário nas áreas mais críticas. Os dados referentes ao Segundo Distrito, especificamente, sinalizam uma demanda por atenção das políticas públicas locais.

A pesquisa avaliou a percepção de segurança em sete das dez regionais da capital. O levantamento quantitativo utilizou uma escala métrica para mensurar o grau de medo e a percepção de risco dos entrevistados. Os resultados mostram que a violência é percebida como um fenômeno disseminado, mas com picos de intensidade em áreas específicas, notadamente no Segundo Distrito.

Nas regionais Belo Jardim e Vila Acre, a pontuação de 4,4 coloca a área como um dos pontos críticos da cidade. A proximidade geográfica dessas regionais sugere a existência de dinâmicas locais de criminalidade que afetam coletivamente a população daquela porção do território urbano. As regionais que se seguiram no ranking, como Calafate e 6 de Agosto, com nota 4,2, e Tancredo Neves, Floresta e Baixada da Sobral, com 4,1, ainda assim apresentam índices elevados de insegurança.

Para as autoridades de segurança, o estudo serve como um diagnóstico da eficácia das políticas públicas atualmente implementadas. A continuidade do projeto nos próximos anos será essencial para monitorar a evolução desses indicadores e avaliar o impacto das intervenções governamentais na qualidade de vida da população.

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◆ Repórter · Nortícia Segurança

Diego Câmara

Equipe Nortícia · Manaus, AM. Cobertura jornalística independente do Norte do Brasil.

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