Governo libera R$ 660 mil para cidades do Acre atingidas por enchentes
Porto Walter e Brasiléia receberão verba do Ministério da Integração para ações da Defesa Civil. Repasse é resposta às inundações no Rio Juruá.
O socorro financeiro começou a sair. O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) autorizou o repasse de R$ 668.495,05 para municípios do Acre. O dinheiro é para conter os estragos das chuvas e ajudar quem perdeu parte do que tinha.
A portaria com a liberação já saiu no Diário Oficial da União (DOU). Os recursos vão direto para as prefeituras de Porto Walter e Brasiléia. O objetivo é financiar ações de resposta a desastres registradas no Sistema Integrado de Informações sobre Desastres (S2iD). É o dinheiro que falta no momento em que a água baixa, mas os prejuízos aparecem.
Porto Walter fica com a maior fatia
A divisão da verba não foi igual. A prioridade foi onde a situação ficou mais crítica. Porto Walter vai receber a quase totalidade do valor autorizado: R$ 656.041,50. A cidade, no interior do estado, sofreu forte impacto com a subida dos rios este ano.
Brasiléia, que também enfrenta problemas com enxurradas, recebeu uma parcela menor. O repasse para o município é de R$ 12.453,00. O valor complementa os esforços locais para limpar ruas e auxiliar famílias desabrigadas ou prejudicadas pelas águas.
A marca perigosa do Rio Juruá
Os números da hidrologia explicam a urgência do recurso. Em Porto Walter, o Rio Juruá atingiu um nível preocupante no final de abril. As medições mostraram que o rio chegou a 11,28 metros.
Para entender a gravidade, basta comparar com as cotas de segurança. A cota de alerta é de 10 metros. A cota de transbordo, quando o rio começa a sair do leito de forma perigosa, é 10,70 metros. O Juruá passou dos dois. Ficou 1,28 metro acima do alerta e 58 centímetros acima do transbordo. É água suficiente para alagar casas e interromper a vida da cidade.
Prazo para gastar e prestar contas
A verba federal chega como uma única parcela. A medida se justifica pela emergência, permitindo que os prefeitos comprem materiais e contratem serviços sem tanta burocracia inicial. Mas o prazo para colocar a mão na massa é apertado.
O decreto estabelece que as ações precisam ser executadas em até 180 dias. Depois, as prefeituras terão que mostrar como o dinheiro foi usado. O foco é o atendimento imediato à população, seja com limpeza de terrenos, reforma de espaços públicos ou auxílio direto às vítimas. Enquanto as águas do Juruá voltam ao nível normal, a contagem do prazo para a reconstrução já começou.
Com base em g1-ac.
Curadoria Nortícia
Equipe Nortícia · Manaus, AM. Cobertura jornalística independente do Norte do Brasil.
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