Homem é preso em flagrante ao receber R$ 1 mil em notas falsas em Boa Vista
Polícia Federal prende suspeito em Boa Vista ao receber R$ 1 mil em notas falsas; apreendidas 12 cédulas compradas pela internet.
A Polícia Federal deflagrou ação na manhã desta segunda-feira (1º) que resultou na prisão em flagrante de um homem acusado de adquirir cédulas falsas em Boa Vista, Roraima. A abordagem ocorreu no próprio local de trabalho do investigado, momentos em que ele recebia o valor total de R$ 1 mil em notas irregulares. A operação, coordenada pela Superintendência da PF no estado, contou com equipe especializada para o monitoramento da entrega e a imediata detenção do suspeito, garantindo a apreensão do material antes da circulação em estabelecimentos comerciais.
Conforme o Auto de Prisão em Flagrante lavrado pela corporação, a apreensão totalizou 12 cédulas. O material sequestrado é composto especificamente por oito notas de R$ 100 e quatro notas de R$ 50. As investigações preliminares indicam que o suspeito teria adquirido o dinheiro falsificado por meio de transações realizadas em ambiente virtual, uma prática que tem sido monitorada de perto pelas autoridades policiais devido à facilidade de dissimulação dos vendedores e ao uso de criptomoedas ou plataformas de pagamento para ocultar a origem do recurso.
O fato é tipificado no Código Penal Brasileiro como crime contra a fé pública, especificamente no artigo 289. A conduta de "guardar ou ter em depósito, para o fim de circulação, moeda falsa" é punida com pena de reclusão de três a doze anos, além de multa. A legislação é rigorosa uma vez que a circulação de moeda falsa afeta diretamente a estabilidade econômica e a confiança da população no sistema financeiro nacional. No caso específico, o homem responde pelo crime de aquisição de moeda falsa, configurado pelo ato de receber e deter as cédulas com o propósito de utilizá-las, independentemente de ter ele mesmo confeccionado o papel-moeda.
Após a abordagem, o suspeito foi conduzido à sede da Polícia Federal em Boa Vista para os procedimentos de identificação e lavratura do flagrante. O inquérito policial instaurado apurará não apenas a autoria e materialidade do crime em relação ao detido, mas também buscará rastrear a origem das notas para identificar possíveis fornecedores e a estrutura de produção ou distribuição da moeda falsa. A cooperação do suspeito com as investigações, apontando a rede de comercialização online, poderá influenciar na dosagem da pena futura, caso haja condenação, nos termos do acordo de não persecução penal ou delação premiada.
Procurada para detalhar a operação, a assessoria da PF em Roraima informou que o caso segue sigilo das investigações, mas confirmou os dados da prisão e da apreensão. O Auto de Prisão em Flagrante será encaminhado à Justiça Federal, que avaliará a manutenção da prisão, a conversão em medidas cautelares ou a concessão de liberdade provisória. A defesa do investigado será intimada a apresentar resposta à acusação no prazo legal, e o caso deve seguir para a audiência de custódia, onde o juiz garantirá os direitos fundamentais do preso e analisará a necessidade de segregação cautelar.
A Polícia Federal reforça que crimes de falsificação de moeda são de competência federal e frequentemente envolvem organizações criminosas que atuam em âmbito interestadual, explorando fronteiras e rotas comerciais. Em Roraima, a fiscalização é intensificada devido à proximidade com a Venezuela e ao fluxo de pessoas e mercadorias. A orientação à população é para verificar a segurança das cédulas, especialmente em transações de valores altos, recorrendo ao toque, à observação contra a luz e à marca d'água para identificar possíveis irregularidades.
Diego Câmara
Equipe Nortícia · Manaus, AM. Cobertura jornalística independente do Norte do Brasil.
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