Inquérito sobre morte de PM aposentado em Palmas segue há oito meses
Polícia Civil investiga crime ocorrido em setembro de 2025; família cobra celeridade e justiça no caso.
O inquérito que apura o homicídio do policial militar da reserva Janilto Batista Belém segue em tramitação na Delegacia de Homicídios da Polícia Civil de Palmas oito meses após o crime. O óbito foi registrado na madrugada de setembro de 2025, no bairro Jardim Aureny IV, região Sul da capital tocantinense.
Conforme o Boletim de Ocorrência registrado à época, a vítima, de 64 anos, foi encontrada caída próximo a um ponto de ônibus, a poucos metros de um estabelecimento comercial. A perícia do Instituto de Criminalística (IC) constatou a presença de seis lesões perfurocontundentes causadas por arma branca, que levaram ao falecimento no local. A suspeita inicial da polícia, baseada no cenário do crime, é que o conflito tenha se iniciado dentro ou nas imediações de um bar da região, mas as linhas de investigação permanecem abertas.
A Secretaria de Segurança Pública do Tocantins (SSP-TO) informou, por meio da assessoria, que as investigações prosseguem sob sigilo para preservar as diligências. A Delegacia de Homicídios trabalha na análise de imagens de circuito de segurança e na oitiva de testemunhas que circulavam pelo local na data do fato. Até a presente data, não há suspeitos indiciados, tampouco mandados de prisão expedidos pela Justiça.
A filha da vítima, Thais Rejane Carvalho, concedeu entrevista e externou a insatisfação da família com o tempo transcorrido sem identificação da autoria. Ela descreveu o pai como um homem paciente e educador, e classificou a espera judicial como um "peso" somado à sensação de impunidade. A manifestação foi registrada nos autos do inquérito como cobrança por celeridade.
A Polícia Civil solicita que qualquer pessoa que possua informações sobre o ocorrido — imagens, depoimentos ou que tenha transitado pela região na noite do crime — entre em contato através do Disque Denúncia (181) ou diretamente na unidade policial. O anonimato é garantido por lei.
O inquérito policial deverá ser encaminhado ao Ministério Público do Tocantins (MPTO) ao final das investigações para análise de oferecimento de denúncia ou pedido de arquivamento. A família acompanha os trâmites processuais através de advogado constituído.
Diego Câmara
Equipe Nortícia · Manaus, AM. Cobertura jornalística independente do Norte do Brasil.



