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Motociclista amputado em acidente no Acre vive dificuldade financeira em Epitaciolândia

Após colisão em Brasiléia, Gelcivan Batista perdeu a perna e luta para se recuperar sem renda, dependendo da família e do SUS.

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Ananda Rocha
Acre · AM
29 de mai. de 2026
publicado
2 min
de leitura · 353 palavras
Homem sentado em cadeira de rodas com bandagem no braço em residência no interior do Acre.
Após colisão em Brasiléia, Gelcivan Batista perdeu a perna e luta para se recuperar sem renda, depen · Foto: Redação Nortícia

Gelcivan Batista Barbosa, 34 anos, tira a gaze do braço esquerdo devagar, dentro de casa em Epitaciolândia. Faz 40 dias desde que o motociclista perdeu a perna na Avenida 15 de Novembro, em Brasiléia, e o dia a dia virou um ciclo de dores e contas para pagar.

No dia 19 de abril, ele e o amigo Expedito de Oliveira Valdelino, de 22 anos, saíram para um passeio entre as duas cidades gêmeas do Alto Acre. O trajeto acabou num cruzamento da zona central: um carro bateu frontalmente na moto. Expedito saiu com fratura no pé. Gelcivan não teve a mesma sorte.

A gravidade do ferimento exigiu transferência rápida. O helicóptero do Samu levou o motociclista da Santa Casa de Brasiléia para a Fundação Hospitalar do Estado do Acre (Fhac), em Rio Branco. Foram 17 dias de internação, uma parada cardíaca no caminho e quatro cirurgias. A perna esquerda foi amputada.

"Minha saúde está bem, na medida do possível. Contudo, ainda estou com uma necrose no braço, que precisa sarar antes do outro retorno para Rio Branco", conta Gelcivan. A incerteza sobre o próximo procedimento — se será cirurgia, enxerto ou colocação de placa — paira sobre a mesa da sala, junto com os remédios.

Enquanto o braço cicatriza, o sustento acabou. Sem trabalho, ele depende da família para sobreviver. A renda que parou impacta a compra de medicamentos complementares e a adaptação da casa, que agora precisa de rampas. No interior do Acre, a distância até os especialistas em reabilitação é outro obstáculo: a maioria fica na capital, a mais de 200 quilômetros de duto.

A luta agora é burocrática e física. Para conseguir a prótese e o auxílio-doença, Gelcivan precisa de laudos detalhados da Fhac e agendar perícia do INSS, processo que pode demorar meses. Ele segue em casa, aguardando a necrose ceder.

Famílias de Epitaciolândia em situação similar podem buscar o Centro de Referência de Assistência Social (Cras) para orientação sobre o Benefício de Prestação Continuada (BPC-LOAS) ou auxílio-doença. O pedido deve ser feito pelo aplicativo Meu INSS ou nas agências da Previdência, munidos de documentos e relatórios médicos atualizados.

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◆ Repórter · Nortícia Cidades

Ananda Rocha

Equipe Nortícia · Manaus, AM. Cobertura jornalística independente do Norte do Brasil.

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