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PC-AM apreende ouro sem origem e prende suspeito em operação em Manaus

Ação no Centro de Manaus apura comércio irregular de joias; homem foi autuado por porte ilegal de arma de uso restrito.

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Diego Câmara
Amazonas · AM
18 de jun. de 2026
publicado
2 min
de leitura · 388 palavras
Policiais civis analisam peças de ouro apreendidas durante operação em Manaus.
Ação no Centro de Manaus apura comércio irregular de joias; homem foi autuado por porte ilegal de ar · Foto: Redação Nortícia

A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) deflagrou na terça-feira (16) a Operação Receptáculo, cumprindo cinco mandados de busca e apreensão no Centro de Manaus. A ação tem como objetivo apurar a comercialização irregular de joias e metais preciosos, com foco em estabelecimentos suspeitos de atuarem como receptadores de produtos roubados.

As investigações tiveram início em janeiro deste ano, após o registro de uma série de roubos a joalherias e residências na capital amazonense. Segundo o titular da delegacia responsável pelo caso, a polícia identificou um padrão no escoamento dos bens furtados, indicando que parte das peças de ouro e joias estaria sendo negociada em estabelecimentos da região central, muitas vezes sem a devida documentação fiscal.

Durante as diligências, os policiais apreenderam uma quantidade significativa de peças de ourivesaria e ouro, todas sem origem comprovada. O material foi recolhido para exames periciais no Instituto de Criminalística (IC), que deverá atestar se as joias possuem relação com os crimes patrimoniais investigados. Se confirmada a origem ilícita, os donos das lojas investigadas poderão responder por receptação e lavagem de dinheiro.

Um dos pontos altos da operação ocorreu quando policiais encontraram um suspeito de 35 anos, identificado pelas iniciais J.S.O., em posse de uma arma de fogo de uso restrito. O homem, que não possuía registro da arma nem autorização para portá-la, foi preso em flagrante delito. A acusação é de porte ilegal de arma de fogo, crime previsto no Estatuto do Desarmamento.

J.S.O. foi conduzido à Delegacia Especializada em Repressão a Furtos e Roubos (DERFR), onde o auto de prisão em flagrante foi lavrado. A defesa do preso foi intimada a apresentar a documentação da arma e os requisitos para a concessão da liberdade provisória. Até o momento, não há informação sobre a contratação de advogado.

A polícia não descarta a possibilidade de novas prisões nos próximos dias. A Operação Receptáculo deve continuar com a análise dos documentos apreendidos e das câmeras de segurança dos estabelecimentos alvos. O inquérito policial segue sob sigilo para preservar as diligências, mas deve ser enviado ao Ministério Público do Amazonas (MPAM) nos próximos dias para oferecimento de denúncia.

Os crimes de receptação e porte ilegal de arma são puníveis com penas de reclusão, podendo variar de dois a oito anos, dependendo das circunstâncias agravantes, como a associação com o tráfico de armas ou a reincidência.

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◆ Repórter · Nortícia Segurança

Diego Câmara

Equipe Nortícia · Manaus, AM. Cobertura jornalística independente do Norte do Brasil.

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