PC-AM prende três suspeitos de estupro coletivo em Borba, no Amazonas
Vítima de 26 anos foi levada para zona rural sob pretexto de encontro social; crime ocorreu em 2 de maio.
A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) prendeu na manhã desta quarta-feira (3) três homens suspeitos de estupro coletivo contra uma mulher de 26 anos no município de Borba, localizado no interior do estado. As prisões foram cumpridas por equipes da 74ª Delegacia Interativa de Polícia de Borba após investigação iniciada a partir do registro da ocorrência pela vítima.
Segundo o delegado titular da unidade, Peterson Mello, o crime ocorreu no dia 2 de maio, na zona rural do município. A vítima compareceu à delegacia para relatar o fato, informando que foi conduzida a um imóvel rural sob o pretexto de participar de um encontro social. "Ela relatou ter sido levada a um imóvel rural sob o pretexto de um encontro social. Segundo o depoimento, ao chegar ao local, foi apresentada a um terceiro indivíduo e, em determinado momento, conduzida a um quarto. Posteriormente, os outros dois homens entraram no ambiente e passaram a forçar a vítima a ingerir bebida alcoólica e praticar atos sexuais mesmo sem o seu consentimento", informou a autoridade policial.
Após receber o relato, a polícia instaurou inquérito para apurar o crime tipificado como estupro (Art. 213 do Código Penal) qualificado pelo concurso de agentes. Diligências de inteligência policial e localização foram realizadas, resultando na localização e prisão dos três suspeitos em diferentes bairros da sede municipal de Borba. Os detidos foram encaminhados à delegacia para lavratura do Auto de Prisão em Flagrante, identificação criminal e oitiva.
O crime de estupro coletivo é considerado hediondo pela legislação brasileira, o que implica regime fechado inicial para o cumprimento de pena, caso haja condenação. A pena base para o crime varia de oito a 13 anos de reclusão, podendo aumentar até a metade se cometido em concurso de duas ou mais pessoas. A Polícia Civil também requisitou o exame de corpo de delito e de conjunção carnal no Instituto Médico Legal (IML) para constatar a violência sexual e materializar as provas periciais.
Borba, situado no Médio Solimões, apresenta desafios logísticos para a segurança pública devido à distância da capital e às dificuldades de acesso às comunidades rurais. A atuação da Delegacia Interativa é fundamental para o atendimento de ocorrências na região, muitas vezes contando com apoio do Batalhão de Polícia Militar para o deslocamento em zonas isoladas. A subnotificação de crimes sexuais no interior ainda é uma preocupação das autoridades, incentivando campanhas de denúncia e acolhimento às vítimas.
Procurada, a defesa dos três homens ainda não havia se manifestado oficialmente até o fechamento deste texto. Os suspeitos aguardam as providências legais na cadeia pública local. O inquérito policial será remetido ao Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM) para análise e oferecimento da denúncia. A prisão preventiva poderá ser decretada pela Justiça para garantir a instrução processual e a ordem pública, dada a gravidade do fato atribuído.
Diego Câmara
Equipe Nortícia · Manaus, AM. Cobertura jornalística independente do Norte do Brasil.



