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Nortícia SegurançaCaso Ruthetty

PC prende preventivamente irmão da cantora Ruthetty em Belém

Polícia Civil cumpriu mandado em quartel da PM; inquérito sobre morte ocorrida em 2025 corre sob sigilo na Defem.

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Diego Câmara
Pará · AM
04 de jun. de 2026
publicado
2 min
de leitura · 481 palavras
Viatura da Polícia Civil estacionada em via pública durante operação em Belém.
Polícia Civil cumpriu mandado em quartel da PM; inquérito sobre morte ocorrida em 2025 corre sob sig · Foto: Redação Nortícia

A Polícia Civil do Pará cumpriu na manhã desta quarta-feira (3) um mandado de prisão preventiva contra o irmão da cantora Ruthetty, encontrada morta no dia 3 de dezembro de 2025, no bairro da Marambaia, em Belém. A ordem judicial foi executada por agentes da Delegacia de Enfrentamento ao Feminicídio e Outras Mortes Violentas em Função de Gênero (Defem) no interior de uma unidade da Polícia Militar, onde o suspeito, servidor da corporação, estava em plantão.

A prisão preventiva é uma medida cautelar decretada pela Justiça quando há provas da existência do crime e indícios suficientes de autoria, visando garantir a ordem pública e a instrução processual. No caso em questão, o mandado foi assinado após a Defem reunir novos elementos que vinculam o irmão da vítima aos fatos investigados. A corporação não divulgou o nome completo do militar, mantendo a identificação pelas iniciais nos registros internos em respeito ao sigilo das investigações.

O inquérito policial que apura a morte de Ruthetty tramita sob segredo de justiça desde o registro da ocorrência. Segundo notas oficiais da PC, as perícias foram realizadas no local do crime e no Instituto de Criminalística (IC) para levantar vestígios que pudessem indicar a autoria. A linha investigativa principal considera a motivação doméstica ou de conflito interpessoal, dada a relação de proximidade entre vítima e investigado, embora outras hipóteses não tenham sido descartadas na fase inquisitorial.

Durante a manhã desta quarta, uma irmã da cantora compareceu à sede da Defem, localizada no bairro do Batista Campos. Em declaração à reportagem, a familiar relatou desconhecimento sobre os motivos específicos da prisão preventiva e afirmou que a família encontrava dificuldades para acessar informações detalhadas sobre o andamento das investigações. O acesso restrito aos autos é justificado legalmente pelo sigilo judicial, mecanismo previsto para proteger a intimidade de vítimas de violência doméstica e a eficácia das diligências policiais.

Esta não é a primeira prisão relacionada ao caso. No dia 30 de abril deste ano, a PC realizou uma operação no distrito de Mosqueiro, região insular de Belém, que culminou na prisão em flagrante de outro homem. Na ocasião, a delegacia informou que o detido era apontado como um dos principais suspeitos e que a ação ocorreu após inteligência policial indicar que ele transportaria entorpecentes para abastecer pontos de venda na região. A defesa desse primeiro suspeito, à época, manifestou-se negando a participação no homicídio. A nova prisão do irmão sugere que as investigações apontam para a participação de múltiplos agentes no crime ou uma reavaliação do material probatório colhido inicialmente.

A reportagem buscou a defesa do policial militar preso para comentar a decretação da preventiva. Por meio da assessoria jurídica, foi informado que a manifestação sobre o mérito da acusação só ocorrerá após o acesso integral aos autos do inquérito, o que depende de liberação judicial dada o sigilo atual. O inquérito tramita na 2ª Vara de Homicídios de Belém.

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◆ Repórter · Nortícia Segurança

Diego Câmara

Equipe Nortícia · Manaus, AM. Cobertura jornalística independente do Norte do Brasil.

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