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PF prende três suspeitos de vender anabolizantes ilegais em Rondônia

Mandados foram cumpridos em Ji-Paraná, Cacoal e Ouro Preto do Oeste; PF apura importação e venda de produtos sem registro da vigilância.

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Diego Câmara
Rondônia · AM
27 de mai. de 2026
publicado
2 min
de leitura · 440 palavras
Caixas com medicamentos apreendidas pela Polícia Federal durante operação em Rondônia.
Mandados foram cumpridos em Ji-Paraná, Cacoal e Ouro Preto do Oeste; PF apura importação e venda de · Foto: Redação Nortícia

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta terça-feira (26) a segunda fase da Operação Strong 2, cumprindo cinco mandados de busca e apreensão nos municípios de Ji-Paraná, Cacoal e Ouro Preto do Oeste, em Rondônia. A ação resultou na prisão em flagrante de três suspeitos supostamente envolvidos na importação irregular e na comercialização de anabolizantes e esteroides anabolizantes sem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Segundo apuração da PF, a investigação que culminou nas prisões teve início a partir da análise minuciosa de materiais apreendidos durante a primeira etapa da operação, realizada em agosto de 2023. Os indícios coletidos na fase anterior apontaram para a atuação de uma organização voltada à distribuição de produtos medicinais proibidos, que seriam adquiridos no exterior e introduzidos no país sem a devida autorização dos órgãos de controle sanitário, violando o artigo 273 do Código Penal e legislações específicas da Anvisa.

Durante o cumprimento dos mandados, as equipes policiais localizaram nos endereços alvos estoques de anabolizantes e esteroides armazenados para fins comerciais. Os produtos, segundo a polícia, eram comercializados de forma clandestina, muitas vezes direcionada ao público frequentador de academias e interessados em ganho de massa muscular. As três prisões ocorreram simultaneamente nas cidades onde as diligências foram realizadas. Os investigados não tiveram a identidade divulgada, conforme prevê o Código de Processo Penal, e foram encaminhados para a sede da superintendência da PF em Porto Velho para registro do Auto de Prisão em Flagrante.

Os suspeitos poderão responder pelos crimes de importação, armazenamento e venda de produtos medicinais sem autorização dos órgãos competentes. A autoridade policial responsável pela operação alertou que a prática configura crime contra a saúde pública, com penas que podem chegar a anos de reclusão, dependendo da tipificação final atribuída pelo Ministério Público Federal. A defesa dos detidos será intimada a se manifestar nos autos do inquérito após o fim das diligências policiais.

A Polícia Federal reiterou o alerta sobre os riscos do uso de anabolizantes clandestinos. Devido à falta de controle sobre a origem, validade e composição das substâncias, o consumo desses produtos pode causar danos físicos e psicológicos graves aos usuários. Entre os riscos apontados por especialistas ouvidos pela investigação estão alterações hormonais, disfunções hepáticas, cardiovasculares e psiquiátricas, uma vez que a dosagem e a pureza do conteúdo não são fiscalizadas.

Os materiais apreendidos nesta segunda fase da Operação Strong 2 serão periciados pelo Instituto de Criminalística de Rondônia para atestar a natureza química das substâncias. O inquérito policial tramita sob sigilo na Justiça Federal e deve ser remetido ao MPF para oferta da denúncia. As autoridades investigam ainda a possibilidade de conexão da quadrilha com fornecedores internacionais.

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◆ Repórter · Nortícia Segurança

Diego Câmara

Equipe Nortícia · Manaus, AM. Cobertura jornalística independente do Norte do Brasil.

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