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Nortícia SegurançaTiroteio em Cruzeiro do Sul

PMs trocam tiros entre si em posto de Cruzeiro do Sul; comando investiga

Guarnições da PM-AC se envolveram em confusão com disparos de arma de fogo na madrugada desta quarta. Viaturas ficaram danificadas e ninguém se feriu.

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Diego Câmara
Acre · AM
18 de jun. de 2026
publicado
2 min
de leitura · 396 palavras
Viaturas da Polícia Militar com marcas de projéteis no para-brisa em Cruzeiro do Sul.
Guarnições da PM-AC se envolveram em confusão com disparos de arma de fogo na madrugada desta quarta · Foto: Redação Nortícia

Duas guarnições da Polícia Militar do Acre trocaram disparos de arma de fogo na madrugada desta quarta-feira (17) no estacionamento de um posto de combustíveis na Avenida Copacabana, em Cruzeiro do Sul, no interior do estado. Segundo informações do Comando da Corporação, nenhuma pessoa ficou ferida no incidente, mas duas viaturas apresentaram danos materiais, inclusive perfurações no para-brisa.

Imagens obtidas pela reportagem e compartilhadas em redes sociais locais evidenciam a presença de cartuchos deflagrados no interior de um dos veículos policiais, além dos estragos na lâmina dianteira. A natureza do confronto — envolvendo policiais em serviço da mesma corporação — eleva a complexidade do caso, classificado pelo comando da PM-AC como "delicado".

A versão que circula entre moradores da região, apoiada em áudios que viralizaram em aplicativos de mensagem, sugere que o conflito teria se iniciado devido a um mal-entendido durante um momento de descanso de uma das equipes. Segundo esses relatos não oficiais, uma guarnição estava estacionada atrás do posto quando foi abordada por outra patrulha, que teria acionado o giroflex e iluminado o interior do primeiro veículo. O susto teria resultado em reação armada.

Procurada, a assessoria da PM-AC informou que o procedimento interno já foi iniciado para apurar os fatos. A Corporação ressaltou que a coleta de dados e depoimentos está em curso para entender a dinâmica do confronto. Por se tratar de ocorrência entre militares, a apuração tende a seguir para a Corregedoria da PM, que analisará se houve excesso ou erro operacional.

Em situações de conflito interno, o protocolo prevê a imediata separação dos envolvidos e o recolhimento das armas para exame pericial. A perícia balística será essencial para determinar a autoria dos disparos e a trajetória dos projéteis, cruzando essas informações com os relatos dos policiais. O uso da arma de fogo por militares é regulamentado por rigorosos protocolos de uso progressivo da força e engajamento, que deveriam impedir trocas de tiro entre guarnições da mesma instituição.

Cruzeiro do Sul, segunda maior cidade do Acre, possui características de fronteira e enfrenta desafios logísticos de segurança. Incidentes dessa natureza, embora raros, expõem a tensão operacional vivida por tropas que atuam em jornadas extensas. A conclusão do inquérito policial militar definirá se os envolvidos responderão por tentativa de homicídio, disparo de arma de fogo ou infração administrativa. Até o momento, não há informações oficiais sobre prisões ou afastamentos preventivos dos policiais envolvidos.

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◆ Repórter · Nortícia Segurança

Diego Câmara

Equipe Nortícia · Manaus, AM. Cobertura jornalística independente do Norte do Brasil.

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