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Prisão preventiva de Melqui Galvão é decretada em SP

Ex-policial do Amazonas segue detido após conversão da custódia. Irmão dele foi preso em Manaus acusado de estupro de menores.

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Curadoria Nortícia
Amazonas · AM
26 de mai. de 2026
publicado
2 min
de leitura · 433 palavras
Viatura policial em frente a prédio da Justiça
Ex-policial do Amazonas segue detido após conversão da custódia. Irmão dele foi preso em Manaus acus · Foto: Redação Nortícia

O caso que envolve o professor de jiu-jítsu e policial civil Melquisedeque de Lima Galvão Ferreira, o Melqui Galvão, ganhou um novo capítulo. A Justiça de São Paulo decidiu converter a prisão temporária dele em preventiva. A medida foi tomada por tempo indeterminado, endurecendo a situação do suspeito, que responde a investigações por abuso sexual.

Melqui chegou à capital paulista vindo do Amazonas na noite do dia 7 de maio. Com a conversão da prisão, ele permanece atrás das grades enquanto o processo tramita. A decisão da justiça paulista reforça a necessidade de garantir a ordem pública e o andamento das investigações sem riscos de fuga ou interferência nas provas.

O que é a prisão preventiva

É fundamental entender a diferença jurídica para acompanhar o desfecho deste caso. A prisão temporária, que Melqui enfrentava antes, tem prazo curto e definido. Ela serve como uma ferramenta rápida para a polícia apurar fatos sem que o suspeito atrapalhe o trabalho investigativo inicial.

Já a prisão preventiva não tem data para acabar. Ela é decretada quando há evidências de que o acusado representa um risco para a sociedade ou para o processo. No caso de Melqui, a Justiça entendeu que as medidas cautelares anteriores não eram suficientes para conter os riscos, mantendo-o preso até o julgamento final.

Irmão é preso em Manaus

Enquanto Melqui cumpre prisão em São Paulo, as consequências do caso bateram forte em Manaus. O irmão dele, Enoque Galvão, também policial civil, foi preso nesta terça-feira (26). A detenção ocorreu na capital amazonense e trouxe à tona acusações graves.

Enoque é acusado de estupro e importunação sexual de menores. Além dos crimes sexuais, ele é investigado por um suposto crime interno: a facilitação da entrada de um celular na cela onde Melqui estava detido antes da transferência. A suspeita é de que houve uma tentativa de burlar a segurança do presídio para permitir comunicação irregular entre os irmãos.

Repercussão na Polícia Civil

As prisões de Melqui e Enoque abalam a imagem da corporação no Amazonas. O fato de ambos serem policiais civis envolvidos em crimes tão graves exige uma postura firme das autoridades. A prisão do irmão em Manaus mostra que as investigações não estão limitadas apenas aos fatos ocorridos em São Paulo, mas também cobram o contexto aqui na região.

A justiça amazonense agora deve apurar a responsabilidade de Enoque tanto nos crimes contra menores quanto na suposta infração penal dentro do sistema carcerário. O caso segue sob segredo de Justiça em partes, mas as prisões sinalizam o rigor das autoridades em ambos os estados.

Com base em g1-am.

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