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Rodoviários param Manaus e cobram fim da escala 6x1

Paralisação afetou o trânsito e o acesso ao Polo Industrial na manhã desta quarta. Unies exigem mais dias de folga.

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Curadoria Nortícia
Amazonas · AM
27 de mai. de 2026
publicado
2 min
de leitura · 488 palavras
Ônibus parados em via pública de Manaus durante manifestação.
Paralisação afetou o trânsito e o acesso ao Polo Industrial na manhã desta quarta. Unies exigem mais · Foto: Redação Nortícia

Manaus acordou com uma mudança drástica na sua rotina nesta quarta-feira (27). As ruas, especialmente na região Central, estavam mais vazias de ônibus, mas cheias de passageiros em espera. Uma paralisação organizada pela categoria dos rodoviários interrompeu o serviço em diversas linhas, gerando transtornos para quem depende do transporte público para chegar ao trabalho ou à escola.

O motovo central da mobilização é o fim da escala de trabalho 6x1. Para quem não conhece a realidade do setor, esse modelo obriga o motorista e o cobrador a trabalharem seis dias seguidos para terem apenas um de folga. É uma jornada considerada exaustiva, que desgasta fisicamente e mentalmente o profissional, reduzindo drasticamente o tempo de descanso e convívio com a família. Os trabalhadores argumentam que a prática viola direitos básicos e compromete a segurança no trânsito, já que a fadiga acumulada aumenta o risco de acidentes.

Impacto no Polo Industrial

O reflexo do movimento foi sentido de imediato na economia local. O ponto mais sensível da greve foi o acesso ao Polo Industrial de Manaus (PIM). A maior parte dos trabalhadores das fábricas da Zona Franca utiliza o sistema de ônibus coletivos para chegar aos seus turnos. Com as linhas comprometidas desde as 6h da manhã, o atraso foi geral nas entradas das indústrias.

O PIM é o motor econômico da capital e do estado. Quando o transporte falha, a cadeia produtiva sente o impacto. Além da perda de horas de trabalho, houve uma pressão extra nas poucas linhas que continuaram circulando, superlotando os veículos que passaram. O distrito industrial, que movimenta bilhões por ano, parou nas mãos de quem precisava chegar lá.

Frente unida dos sindicatos

A paralisação não foi um ato isolado dos rodoviários. O movimento ganhou força e visibilidade com o apoio de outras categorias importantes no cenário amazonense. A Central Única dos Trabalhadores (CUT) esteve na linha de frente da organização. Mas o suporte não veio só de fora: sindicatos fortes como o dos Metalúrgicos, o Sindplast (plásticos) e o Sindpetro (petroleiros) juntaram-se à causa.

Essa união demonstra a capacidade de articulação das entidades locais. Quando uma categoria central, como a dos transportes, para, outras sentem o efeito e oferecem solidariedade. O ato serviu também para mostrar força política. Além da pauta trabalhista específica da escala 6x1, o protesto carregou uma mensagem de apoio ao governo federal. Em ano de eleições e com o clima político aquecido, as ruas de Manaus viram o palco de pressões por políticas públicas que favoreçam o trabalho.

Até o momento, não há confirmação oficial sobre o retorno total das atividades ou se a categoria manterá a paralisação nos próximos dias. O que fica evidente é a insatisfação com as condições atuais de trabalho e a disposição para lutar por mudanças. Enquanto isso, o usuário do transporte público em Manaus continua aguardando soluções que cheguem rápido o suficiente para garantir o deslocamento com dignidade.

Com base em g1-am.

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