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Nortícia CulturaSão João na Metrópole

Sassaricando 2026 em Benevides celebra ofícios da cultura paraense

Festival reúne Casas Temáticas com artesanato de miriti e cerâmica marajoara, além de shows com Arraial do Pavulagem e Fruto Sensual.

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Karina Pinheiro
Pará · AM
03 de jun. de 2026
publicado
1 min
de leitura · 326 palavras
Vista do Ginásio Nagibão em Benevides iluminado para o festival Sassaricando com público ao redor.
Festival reúne Casas Temáticas com artesanato de miriti e cerâmica marajoara, além de shows com Arra · Foto: Redação Nortícia

O cheiro de fogueira começa a tomar conta da área externa do Ginásio Nagibão. Em Benevides, na região metropolitana de Belém, o mês de junho chega com a promessa de barro fresco, fumaça de carvão e o cheiro verde da palha de miriti. É o Sassaricando 2026 abrindo suas portas nesta quarta-feira (3) até o dia 14, não só para dançar quadrilha, mas para celebrar quem faz a cultura com as próprias mãos.

O tema deste ano, "Celebrando as mãos que criam a cultura paraense", traduz-se na Vila das Casas Temáticas. Lá, o visitante não é apenas espectador, mas toca a matéria-prima do estado. Na Casa do Miriti, a tradição bicentenária de Abaetetuba ganha vida nos icônicos brinquedos e barcos que parecem flutuar no ar. É a memória do delta, feita de fibra têxtil e paciência.

Pertinho, a Casa Marajoara ergue-se como um tributo à argila. São as cerâmicas milenares da Ilha de Marajó e a resistência dos oleiros de Icoaraci, transformando o barro em registro histórico. Já a Casa da Floresta olha para o sudeste paraense e o rio Tocantins, exaltando as mulheres ribeirinhas que trançam o cipó para tecer balaios, peneiras e abanos — objetos que carregam o ciclo da natureza em sua trama.

A festa, claro, tem música. O Arraial do Pavulagem promete levantar poeira com o ritmo encantado do boi, enquanto o Fruto Sensual traz sua levada e o Super Pop agita o arraial. É o São João que foge do óbvio, misturando a reverência ao artesanato com o calor do forró e do carimbó.

A Aldeia Cultural completa o cenário, reunindo a herança dos povos indígenas de Altamira. É um lembrete de que o Pará é uma teia de saberes. Benevides, a apenas 30 minutos da capital, vira o palco dessa síntese. O evento conta ainda com transmissão ao vivo para quem estiver longe, mas o convite é para sentir a textura do miriti e o calor da fogueira por perto.

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◆ Repórter · Nortícia Cultura

Karina Pinheiro

Equipe Nortícia · Manaus, AM. Cobertura jornalística independente do Norte do Brasil.

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