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Suspeito de estuprar sobrinha é preso em fazenda em Amajari

Homem de 27 anos foragido desde 2023 foi localizado pela PCRR durante investigação de furto de gado no interior de Roraima.

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Diego Câmara
Roraima · AM
27 de mai. de 2026
publicado
2 min
de leitura · 456 palavras
Viatura da Polícia Civil estacionada em área rural no interior de Roraima.
Homem de 27 anos foragido desde 2023 foi localizado pela PCRR durante investigação de furto de gado · Foto: Redação Nortícia

A Polícia Civil de Roraima (PCRR) cumpriu mandado de prisão preventiva na tarde desta terça-feira (26) contra um homem de 27 anos, suspeito de estupro de vulnerável no município de Amajari. O investigado, que estava foragido da Justiça desde 2023, foi localizado em uma propriedade rural às margens do rio Uraricoera, onde trabalhava como vaqueiro.

Segundo o inquérito policial instaurado pela Delegacia Especializada no Atendimento à Criança e ao Adolescente (DEAC), os crimes teriam se iniciado em 2023, na comunidade Cachoeirinha, pertencente ao município de Pacaraima. Na época, a vítima, sobrinha do suspeito, tinha 10 anos de idade. A autoridade policial apurou que a criança residia na mesma residência dos avós maternos e de dois tios, entre eles o autor investigado.

Os investigadores constataram que a violência sexual ocorreu de forma reiterada ao longo do período em que conviveram sob o mesmo teto. A situação somente veio à tona quando a mãe da menor percebeu alterações físicas no corpo da filha e realizou um diálogo com a criança. Diante do relato da violência, a família acionou as autoridades competentes e solicitou a interrupção legal da gravidez, procedimento que foi realizado conforme previsto na legislação.

A prisão do suspeito ocorreu de forma circunstancial. Uma equipe da Polícia Civil estava na região de Amajari atendendo uma ocorrência de furto de gado. Durante a coleta de informações e depoimentos de trabalhadores rurais da localidade, os policiais ouviram o homem, que se apresentava como testemunha do furto de animais. Ao conferir os dados do indivíduo no sistema integrado de segurança, a equipe constatou a existência do mandado de prisão preventiva em aberto, vinculado ao inquérito que apura o estupro de vulnerável.

Imediatamente, os policiais deram voz de prisão ao investigado. Ele foi conduzido à sede da delegacia em Boa Vista, onde ficou à disposição da Justiça. O delegado titular do caso informou que o inquérito foi concluído e enviado ao Ministério Público, que ofereceu a denúncia. O processo tramita em segredo de justiça para preservar a identidade da vítima, conforme determina o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

O crime de estupro de vulnerável, tipificado no Artigo 218-A do Código Penal, ocorre quando conjunção carnal ou prática de ato libidinoso é cometida contra menor de 14 anos. Nesse caso, a pena varia de oito a 15 anos de reclusão, sem prejuízo das sanções relativas à violência doméstica, uma vez que o agressor integrava o círculo de convivência familiar da vítima.

O suspeito foi encaminhado ao Sistema Penitenciário do Estado para aguardar o julgamento. A defesa técnica, até o momento desta publicação, não foi manifestada publicamente sobre os autos. A prisão preventiva foi decretada pela justiça roraimense sob a alegação de garantia da ordem pública e conveniência da instrução criminal.

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◆ Repórter · Nortícia Segurança

Diego Câmara

Equipe Nortícia · Manaus, AM. Cobertura jornalística independente do Norte do Brasil.

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