Suspeito de feminicídio é preso em Filadélfia após corpo ser encontrado em Taguatinga
Vítima de 32 anos foi encontrada em área de mata às margens de rodovia; ex-companheiro foi detido tentando fugir do estado.
A Polícia Civil do Tocantins (PC-TO) deteve na manhã desta quarta-feira (17) um homem de 47 anos, suspeito de cometer o feminicídio da ex-companheira, Anisiana Pereira da Silva, 32 anos. A prisão ocorreu na cidade de Filadélfia, região norte do estado, a aproximadamente 330 quilômetros do local onde o corpo foi localizado. Segundo o inquérito policial, o investigado tentava deixar o Tocantins quando foi interceptado por equipes da polícia.
O corpo de Anisiana foi encontrado na tarde da terça-feira (16) por uma equipe formada por policiais civis e militares. As buscas haviam sido iniciadas após o registro de desaparecimento feito pela família. A vítima estava em uma área de mata fechada às margens da rodovia que liga Taguatinga, no sul do Tocantins, ao município baiano de Luís Eduardo Magalhães.
A perícia técnica esteve no local e constatou que a morte foi causada por ferimentos perfurocontusos provocados por um objeto cortante. O laudo cadavérico, que será integrado ao Inquérito Policial (IP), deve indicar a materialidade do crime e auxiliar na reconstituição da dinâmica dos fatos. As primeiras informações apontam que a motivação do crime está ligada à violência doméstica, já que a vítima e o suspeito mantiveram relacionamento amoroso encerrado recentemente.
Identificado pelas iniciais J.S.S., o suspeito foi autuado em flagrante pelo crime de feminícidio qualificado. De acordo com a delegacia responsável pelo caso, ele será encaminhado à Central de Flagrantes de Palmas para a audiência de custódia, medida determinada pela legislação vigente para crimes contra a mulher. A defesa técnica, procurada pela reportagem, não foi localizada até o fechamento desta matéria para se manifestar sobre a autoria ou o materialidade.
Anisiana Pereira da Silva, conhecida como Anne, era confeiteira e residia em Taguatinga. Segundo parentes ouvidos pela polícia durante os depoimentos, ela ajudava financeiramente a família e tinha planos de profissionalizar a atividade de confeitaria. O impacto da morte foi sentido pela comunidade local, que acompanhou o resgate do corpo na rodovia.
O caso segue tramitando em sigilo na Delegacia de Polícia Civil de Taguatinga. A investigação busca agora reunir provas testemunhais e periciais que comprovem a autoria, além de apurar se houve tentativa de ocultação de cadáver, dada a localização onde o corpo foi deixado. Após a conclusão do inquérito, o Ministério Público analisará o ofrecimento da denúncia à Justiça.
Diego Câmara
Equipe Nortícia · Manaus, AM. Cobertura jornalística independente do Norte do Brasil.



