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Suspeito de tráfico de munições é preso em Curitiba pela Polícia do Amapá

Homem investigado por logística de venda ilegal de munições em redes sociais foi detido no PR; ação é desdobramento de prisões em março.

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Diego Câmara
Amapá · AM
01 de jun. de 2026
publicado
2 min
de leitura · 382 palavras
Viatura policial estacionada em via pública de Curitiba durante diligência da Operação Arsenal Invisível.
Homem investigado por logística de venda ilegal de munições em redes sociais foi detido no PR; ação · Foto: Redação Nortícia

A Polícia Civil do Amapá, por meio da Delegacia de Repressão a Entorpecentes e Armas (Denarc), coordenou na manhã desta segunda-feira, 1º de junho, a prisão de um homem em Curitiba, no Paraná. O suspeito, investigado por comércio ilegal de munições, atua na logística de repasse de material para grupos criminosos na região Norte. A ação integra a Operação Arsenal Invisível, instaurada para apurar o tráfico de projéteis comercializados em redes sociais.

Segundo o delegado titular da Denarc, Leonardo Alves, o indivíduo, identificado pelas iniciais E.F.S., de 34 anos, residia em Curitiba, mas mantinha a articulação operacional para o Amapá. A investigação aponta que, mesmo fora do estado, ele utilizava plataformas digitais para anunciar a venda de munições e organizava a distribuição para outros envolvidos no esquema. A diligência contou com apoio da Polícia Civil do Paraná, no âmbito da Rede Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Armas, da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) e do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).

A detenção é um desdobramento direto das investigações iniciadas em março de 2026. Na ocasião, a Denarc deflagrou a primeira fase da operação em Macapá, resultando na prisão em flagrante de três suspeitos: um policial militar aposentado, uma vendedora de loja de artigos militares e um intermediário responsável pelo repasse do armamento para o crime organizado. Os cruzamentos de dados telefônicos e financeiros daquela ação indicaram a conexão da quadrilha com o fornecedor em Curitiba.

O inquérito policial, que tramita em sigilo na 2ª Vara Criminal de Macapá, aponta que o grupo movimentou dezenas de caixas de munições de calibre .40 e 9mm. A materialidade do crime é sustentada por mensagens trocadas em aplicativos de comunicação rápida e registros financeiros de transações suspeitas. O delegado Leonardo Alves informou que o objetivo estratégico é desarticular a cadeia de suprimento que abastece quadrilhas atuantes na capital amapaense.

Após a prisão em Curitiba, E.F.S. foi encaminhado para a Central de Flagrados do Paraná, onde aguarda as providências legais para transferência ao sistema prisional do Amapá. A defesa do investigado será oficiada para apresentar resposta aos autos. A Polícia Civil destaca a importância da integração entre os estados para conter o fluxo de armamento para a Região Norte. A próxima etapa da investigação visa identificar outros receptadores do material ilícito no Amapá.

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◆ Repórter · Nortícia Segurança

Diego Câmara

Equipe Nortícia · Manaus, AM. Cobertura jornalística independente do Norte do Brasil.

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