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Trabalhador sofre fraturas graves ao cair de açaizeiro e é resgatado no Canaã

Vítima fraturou bacia e braço após queda em área rural a 90 km de Manaus e precisou de helicóptero da SSP-AM.

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Ananda Rocha
Amazonas · AM
18 de jun. de 2026
publicado
2 min
de leitura · 498 palavras
Helicóptero da SSP-AM pousa em área de terra batida durante operação de resgate em comunidade rural.
Vítima fraturou bacia e braço após queda em área rural a 90 km de Manaus e precisou de helicóptero d · Foto: Redação Nortícia

Na região do Canaã, a cerca de 90 quilômetros em linha reta de Manaus, o dia começa cedo para quem vive do fruto. O açaí é o ouro da mata, mas subir para colhê-lo tem um risco que a geografia local amplifica. Na manhã desta quarta-feira (17), um trabalhador rural aprendeu isso da forma mais dura. Ele caiu de um açaizeiro e foi atingido pelo próprio tronco, ficando com ferimentos graves no meio da floresta.

O isolamento geográfico do Canaã tornou o atendimento terrestre inviável na urgência necessária. A vítima, que carregava no corpo dores e fraturas, precisou esperar que o som das hélices rompesse o silêncio da mata. O socorro veio através do Departamento Integrado de Operações Aéreas (DIOA), da Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM).

Segundo o delegado Rafael Montenegro, diretor do órgão, o balanço físico da vítima foi pesado. "Esse homem sofreu uma queda relativamente alta e fraturou a bacia, o braço, além de outros ferimentos pelo corpo. Foi uma situação grave sem poder ser removido de forma urgente e então o Dioa foi até essa comunidade e fez esse trabalho em 45 minutos", explicou a autoridade.

A região do Canaã não é apenas um ponto no mapa, é um conjunto de comunidades e sítios onde a agricultura familiar e o extrativismo são a base da economia. Lá, o vizinho é o primeiro a ouvir o grito de socorro, mas quando o caso ultrapassa a capacidade local, o sinal precisa viajar longe até chegar ao 190. A operação aérea não é apenas uma questão de velocidade, mas de acesso. Muitas comunidades rurais no Amazonas ficam à mercê da flutuação dos rios ou de estradas de barro que viram lamaçal no primeiro sinal de chuva.

No caso do Canaã, o helicóptero foi a única ponte para a rede hospitalar da capital. Após o resgate, a corrida contra o tempo continuou. Pousando em Manaus, o homem foi entregue à equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). As fraturas na bacia exigem estabilização rigorosa, e cada minuto conta para evitar complicações maiores. A transição da mata para o pronto-socorro foi coordenada entre as equipes do DIOA e da saúde municipal.

Para quem vive na cidade, uma queda pode ser resolvida com uma ambulância que chega em minutos. No interior, o planejamento logístico é parte do tratamento. O resgate desta quarta-feira expõe a vulnerabilidade do trabalhador rural. Acidentes com açaizeiros são infelizmente comuns. A altura das palmeiras, que podem facilmente passar dos 15 metros, associada à falta de equipamentos de segurança adequados na colheita manual, aumenta o perigo. O "peito", o círculo de folhas na ponta da árvore, é onde está o fruto, mas é também o ponto mais instável.

Em casos de emergência em áreas remotas do Amazonas, onde o acesso fluvial ou terrestre é comprometido, a população deve acionar a Polícia Militar pelo número 190. O pedido é centralizado e, se a gravidade e a localização exigirem, o DIOA é acionado para o deslocamento.

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◆ Repórter · Nortícia Cidades

Ananda Rocha

Equipe Nortícia · Manaus, AM. Cobertura jornalística independente do Norte do Brasil.

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