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Ufam aplica provas do PSC para 33 mil candidatos em 15 cidades do AM

Exames acontecem no dia 14 de junho; candidatos devem conferir local no cartão de confirmação e levar caneta preta transparente.

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Ananda Rocha
Amazonas · AM
02 de jun. de 2026
publicado
2 min
de leitura · 479 palavras
Estudantes organizam canetas e documentos sobre mesa antes de início de prova.
Exames acontecem no dia 14 de junho; candidatos devem conferir local no cartão de confirmação e leva · Foto: Redação Nortícia

Dona Maria da Silva, 45 anos, aperta a mão do filho, Lucas, no portão de casa às 6h da manhã. O destino é o terminal rodoviário de Parintins. No dia 14 de junho, Lucas não vai para a escola regular. Ele é um dos 33.600 candidatos que vão disputar uma vaga na Universidade Federal do Amazonas (Ufam) através do Processo Seletivo Contínuo (PSC). Na bolsa, ele leva apenas o documento original com foto, o Cartão de Confirmação de Inscrição (CCI) e uma caneta preta de material transparente.

O relógio da Ufam marca o início para as 8h15, mas os portões dos 15 municípios onde as provas acontecem abrem mais cedo. Em Manaus, o movimento no campus, no bairro Aleixo, costuma engrossar uma hora antes. Quem chegar atrasado perde a vaga. Não há tolerância. A Comissão Permanente de Concursos (Compec) avisou: o período de realização das provas da 1ª e da 2ª etapas vai até às 12h15.

Lucas, que tenta uma vaga na 2ª etapa (referente ao Projeto 2027 para quem cursou a 2ª série do ensino médio em 2025), conta que a preparação foi intensa. "Foram três meses de revisão à noite, depois do trabalho no mercado", diz. Ele é um dos 5.044 candidatos que conseguiram a isenção da taxa de inscrição nessa etapa. No total, 41,6% dos inscritos na segunda fase não pagaram a taxa — um alívio no bolso de quem precisa deslocar de outra cidade.

A maior fatia dos concurseiros está na 1ª etapa, do Projeto 2028. São 21.485 estudantes que saíram da 1ª série do ensino médio no ano passado. Deste grupo, 11.467 tiveram a isenção, representando 53,37% do total. Para muitas famílias da periferia de Manaus e do interior, essa economia é o que viabiliza a participação.

Além da capital, as provas chegam a cidades como Itacoatiara, Coari, Tefé, Humaitá e Maués. Em cada local, a logística é um desafio. Em Parintins, por exemplo, chuvas de verão podem atrapalhar o deslocamento até as escolas designadas. A recomendação é fazer o trajeto de teste antes do dia 14.

A orientação é conferir o CCI. Não adianta chutar o local. O endereço está lá. O candidato deve levar apenas o material estritamente necessário. Eletrônicos, relógios, óculos de sol e chaves com controle de alarme ficam fora. Quem insistir em levar pode ser eliminado.

Para a mãe de Lucas, Dona Maria, a expectativa é de que o filho consiga aprovar e, quem sabe, entrar no curso de Enfermagem. "É o futuro dele. Se Deus quiser, no dia 14 ele faz a prova certa e passa", diz ela, enquanto o ônibus entra na rodoviária.

O resultado do PSC deve sair em julho. Enquanto isso, a recomendação da Compec é dormir cedo na véspera e repor a energia com um bom café da manhã. A batalha pela vaga no ensino público federal começa com o grito do "pode entrar".

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◆ Repórter · Nortícia Cidades

Ananda Rocha

Equipe Nortícia · Manaus, AM. Cobertura jornalística independente do Norte do Brasil.

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