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Alunos visitam estação de tratamento em Rolim de Moura e aprendem a economizar

Estudantes da rede municipal percorrem as etapas do tratamento de água na ETA de Rolim de Moura durante ação da Semana do Meio Ambiente.

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Ananda Rocha
Rondônia · AM
18 de jun. de 2026
publicado
3 min
de leitura · 564 palavras
Estudantes observam tanques de tratamento de água durante visita técnica em Rolim de Moura.
Estudantes da rede municipal percorrem as etapas do tratamento de água na ETA de Rolim de Moura dura · Foto: Redação Nortícia

O estudante Lucas Gabriel, de 10 anos, encostou o rosto no vidro da sala de controle da Estação de Tratamento de Água (ETA) de Rolim de Moura. Ele queria ver onde ficava o botão que mandava água para a casa da vó dele, no bairro Novo Horizonte. Do lado de fora, sob o sol quente de Rondônia, o barulho das bombas hidráulicas comandava a rotina da unidade. Lucas e mais 29 colegas da 4ª série da Escola Municipal Prof. Maria de Fátima Oliveira deixaram a sala de aula na manhã desta sexta-feira (18) para entender o caminho que a água percorre até chegar à torneira.

A visita faz parte do projeto Portas Abertas, promovido pela concessionária Águas de Rolim de Moura em alusão à Semana do Meio Ambiente. O objetivo é tirar o tratamento do abstrato e mostrar, em concreto, o trabalho necessário para garantir a potabilidade na cidade. A turma, acompanhada pela diretora Zuleide da Silva Moreto e por professores, seguiu um roteiro que começou na captação bruta e foi até os laboratórios de análise.

No primeiro tanque, a água ainda tem cor de café com leite. É ali que entra o sulfato de alumínio, responsável por aglomerar a sujeira. "Olha, parece mágica", comentou uma aluna ao ver a lama se separar do líquido durante a decantação. O técnico da empresa explicou que nada é mágica: é química pura, seguida de filtração em camadas de areia e antracito. O processo todo leva cerca de quatro horas desde a entrada do rio até a distribuição na rede urbana.

Zuleide da Silva Moreto, diretora da escola, aproveitava cada parada para transformar a visita técnica em lição de cidadania. Enquanto a turma observava os grandes filtros, ela pegou o microfone e chamou a atenção para o volume da estrutura. "Gente, olha o tamanho disso tudo. Pensa quanta energia a gente gasta para limpar a água que vocês jogam fora brincando de mangueira", disse ela.

Para a diretora, a experiência visual é mais eficaz do que qualquer apostila. "A gente tem água em abundância aqui na região, mas é preciso saber economizar e fazer o uso correto da água, não deixar torneira aberta ao escovar os dentes, não demorar no banho. Isso é muito importante na idade deles para virar hábito de vida", argumentou Zuleide. Ela lembrou que, apesar de Rolim de Moura ser rica em recursos hídricos, o custo do tratamento é alto e o desperdício impacta o bolso de todos no final da conta.

A parada final foi nos reservatórios de água já tratada, onde o cheiro de cloro ficou mais forte. As crianças puderam ver os canos que saem da ETA e se espalham pela malha urbana. O gerente da unidade explicou que a água é monitorada a cada duas horas para garantir que não contenha bactérias ou contaminantes. Mas reforçou que o cuidado não é só da empresa. "Se a gente cuida da nascente e não polui o rio, nosso trabalho fica mais fácil e a água chega melhor para vocês", completou.

Antes de voltar para o ônibus escolar, Lucas garantiu que vai fechar o registro do chuveiro mais rápido. "Eu não sabia que dava tanto trabalho. Vou contar para minha mãe não lavar a calçada com mangueira não", prometeu o estudante. A ação continua na próxima semana com visitas de outras turmas, reforçando a ideia de que saneamento e educação caminham juntos.

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◆ Repórter · Nortícia Cidades

Ananda Rocha

Equipe Nortícia · Manaus, AM. Cobertura jornalística independente do Norte do Brasil.

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