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Bebê indígena com bronquiolite é resgatada de helicóptero em Santa Rosa do Purus

Equipe do Samu e Ciopaer realizou a 25ª missão do ano no Acre para atender bebê de três meses em aldeia no Alto Purus.

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Ananda Rocha
Acre · AM
18 de jun. de 2026
publicado
2 min
de leitura · 514 palavras
Helicóptero do Ciopaer pousa em área aberta na floresta durante operação de resgate.
Equipe do Samu e Ciopaer realizou a 25ª missão do ano no Acre para atender bebê de três meses em ald · Foto: Redação Nortícia

A bebê de apenas três meses respirava com dificuldade na Aldeia Boa União, localizada no município de Santa Rosa do Purus, no extremo oeste do Acre. Era a manhã desta quarta-feira (17), e o quadro de bronquiolite se agravava rapidamente. A família, moradora da Terra Indígena do Alto Purus, viu no sofrimento da criança o sinal de que era hora de buscar ajuda urgente fora da aldeia. Na região, o acesso por rio ou terra é demorado, e a emergência não esperava pela subida da cheia ou o conserto de uma estrada.

O problema era óbvio e urgente: uma infecção viral comum que se tornava crítica pela falta de suporte avançado no local. A bronquiolite obstrui as vias aéreas dos bebês, exigindo oxigenio e monitoramento constante. Sem isso, o risco de insuficiência respiratória cresce a cada hora. A opção para salvar a pequena era o transporte aéreo. O pedido de socorro chegou ao Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer), e a máquina de resgate entrou em ação.

A logística partiu da base de Cruzeiro do Sul. Giliarde Silva, gerente de enfermagem do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) na cidade, organizou a equipe. Não bastava apenas voar; era preciso levar a UTI móvel até a pista de pouso na aldeia. "Nesta operação, cinco pessoas participaram: piloto comandante, copiloto, operador aerotático e um médico e enfermeiro do Samu", detalhou Giliarde. A missão exigia sincronia entre a aviação e a saúde para não perder um minuto.

A mãe da bebê, que acompanhava a filha em todos os momentos, embarcou no helicóptero. O voo rasgou a mata acreana, encurtando distâncias que demorariam dias para serem percorridas de outra forma. Aos poucos, a equipe médica conseguiu estabilizar a respiração da criança durante o trajeto até Feijó, o município mais próximo com hospital capacitado para receber o caso de alta complexidade.

Ao chegar ao hospital de Feijó, a bebê foi encaminhada para tratamento intensivo. As notícias são alvissareiras. "Já a bebê está estabilizada no hospital, recebendo tratamento e se recuperando bem", confirmou Giliarde Silva à reportagem. O alívio na família e na comunidade da Aldeia Boa União é visível, mas o evento levanta uma reflexão sobre o atendimento às populações do interior.

Este resgate não é um evento isolado na rotina de emergência do Acre. Os dados da Secretaria de Justiça e Segurança Pública mostram que esta foi a 25ª missão de resgate aeromédico realizada pelo Ciopaer no ano de 2026. A frequência dessas operações revela a dependência vital do transporte aéreo para garantir o direito à saúde em municípios como Santa Rosa do Purus, onde a geografia isolada é um desafio constante para a rede pública.

A Secretaria Estadual de Saúde (Sesacre) foi acionada para acompanhar a evolução do caso e garantir os insumos necessários para a recuperação total da paciente. Enquanto isso, na aldeia, a vida continua, mas com a segurança de saber que o sistema de socorro, quando acionado a tempo, consegue vencer as distâncias da floresta. Famílias indígenas da região devem manter os cadastros atualizados na atenção básica para agilizar esses pedidos de socorro.

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◆ Repórter · Nortícia Cidades

Ananda Rocha

Equipe Nortícia · Manaus, AM. Cobertura jornalística independente do Norte do Brasil.

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