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Painel no Ifac debate desinformação e democracia com estudantes em Rio Branco

Evento reuniu juiz do TRE e professores da Ufac para discutir o combate às fake news e o protagonismo dos jovens na Era Digital.

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Ananda Rocha
Acre · AM
18 de jun. de 2026
publicado
2 min
de leitura · 496 palavras
Plateia de estudantes acompanha painel sobre democracia no auditório do Instituto Federal do Acre.
Evento reuniu juiz do TRE e professores da Ufac para discutir o combate às fake news e o protagonism · Foto: Redação Nortícia

Ana Júlia Silva, 18 anos, entrou cedo no auditório do Instituto Federal do Acre (Ifac), no campus Rio Branco. Estudante do terceiro período do curso técnico em Informática, ela tem um receito que compartilha com os amigos nas pausas para o café: verificar a fonte antes de compartilhar. Mas nem todo mundo tem o mesmo cuidado. Às 9h desta quinta-feira (18), Ana Júlia e mais de cem outros estudantes pararam para ouvir quem entende do assunto de verdade: juízes, cientistas políticos e jornalistas.

O tema era pesado, mas necessário: “Democracia na Era Digital e a importância da busca da informação correta e o papel dos organismos de fiscalização”. O painel faz parte da programação do projeto Amazônia Que Eu Quero 2026. O objetivo não era só falar mal das redes sociais, mas entender como a mentira camuflada de notícia afeta o voto e a confiança nas instituições.

Na mesa, o juiz do Tribunal Regional Eleitoral do Acre (TRE-AC) lembrou que a responsabilidade não é só de quem cria a fake news, mas de quem multiplica. “O WhatsApp é uma arma poderosa na mão de quem não quer o bem comum”, disse o magistrado, para o silêncio da plateia. Do lado, Thales Quintão, doutor em Ciência Política e professor da Universidade Federal do Acre (Ufac), completou: a desinformação envenena o debate público e faz o eleitor desistir de procurar a verdade.

Pablo Mendes, especialista em Tecnologia e professor da Ufac, trouxe a visão técnica. Ele explicou como os algoritmos funcionam como caixas de eco, nos mostrando só o que queremos ouvir. “Se você curte notícias alarmistas, o sistema te dá mais alarmismo. É preciso quebrar essa bolha”, alertou Mendes. A mediação ficou por conta de Murilo Lima, apresentador da Rede Amazônica, que garantiu que a voz dos estudantes fosse ouvida.

Nas fileiras de trás, os cadernos de anotações não paravam. Estudantes de Direito, Jornalismo e Informática trocavam olhares quando o assunto virava para as eleições que estão por vir. Para muitos, o painel foi o primeiro contato real com a política além das câmaras de eco do Instagram. “A gente acha que sabe tudo, mas aí vem um especialista e mostra que tá todo mundo sendo manipulado”, comentou um aluno do ensino médio ao sair da sala.

O debate transmitido ao vivo pelo g1 AC não ficou só na teoria. Os especialistas defenderam que a educação digital deve ser prioridade nas escolas públicas e particulares. Não é bloquear o acesso, mas ensinar a ciceragem. O Ifac, como palco, mostrou seu papel de centro de pensamento na capital. O evento Amazônia Que Eu Quero continua servindo para isso: tirar o político do palanque e trazer ele para perto de quem vai pagar a conta do futuro — a juventude acreana.

Quem perdeu a transmissão ao vivo pode assistir o conteúdo completo no portal g1 Acre ou nos canais oficiais do Amazônia Que Eu Quero. A próxima etapa do projeto promete trazer discussões sobre meio ambiente e economia verde.

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◆ Repórter · Nortícia Cidades

Ananda Rocha

Equipe Nortícia · Manaus, AM. Cobertura jornalística independente do Norte do Brasil.

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