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Governo do TO anuncia quatro concursos com 5,8 mil vagas para 2026

Certames para saúde, Polícia Civil e Fazenda somam 5.8 mil vagas; editais devem sair no segundo semestre.

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Eliana Castro
Tocantins · AM
30 de mai. de 2026
publicado
2 min
de leitura · 548 palavras
Piso de praça em Palmas com o brasão do Tocantins pintado.
Certames para saúde, Polícia Civil e Fazenda somam 5.8 mil vagas; editais devem sair no segundo seme · Foto: Redação Nortícia

O Governo do Tocantins confirmou, entre janeiro e maio de 2026, a abertura de quatro processos seletivos que totalizam 5,8 mil vagas no executivo estadual. As seleções visam suprir lacunas críticas na Polícia Civil, na Secretaria da Fazenda, na pasta da Saúde e na Controladoria-Geral do Estado.

A medida representa o maior investimento em capital humano do governador Wanderlei Barbosa (Republicanos) no biênio 2025-2026. A aprovação dos editais depende agora da liberação do orçamento pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-TO) e da definição das bancas examinadoras, prazos que a administração estima cumprir no segundo semestre.

O certame de maior visibilidade é o da Polícia Civil, anunciado oficialmente em março. São 452 novas nomeações distribuídas entre as carreiras de delegado, perito oficial e oficial investigador. A tabela salarial proposta eleva o teto da categoria de delegado para R$ 21.901,70, enquanto peritos recebem R$ 17.694,68 e investigadores, R$ 7.917,97. A correção busca valorizar a carreira diante da concorrência com estados vizinhos, como Goiás e o Distrito Federal, que historicamente absorvem profissionais tocantinenses.

A Secretaria da Fazenda (Sefaz) atuará com foco na arrecadação. Embora o número exato de vagas para auditores e fiscais não tenha sido detalhado no comunicado inicial, a expectativa é que o reforço no combate à sonegação compense a despesa com os novos contratos. A lógica do governo é aumentar a receita própria para sustentar a folha de pagamento expandida, evitando o apelo a transferências voluntárias da União.

No setor da Saúde, o foco recai sobre a fixação de profissionais no interior. Os concursos prevêem a alocação de servidores em municípios que hoje dependem de convênios precários ou do programa Mais Médicos. A administração estadual utiliza a promessa de estabilidade e salários compatíveis com o piso nacional como argumentos para atrair médicos e enfermeiros para regiões isoladas do Bico do Papagaio.

A Controladoria-Geral do Estado (CGE) completa o pacote com vagas para o quadro geral. A contratação de auditores e técnicos visa fortalecer o controle interno sobre a aplicação dos recursos públicos, exigência crescente do TCE-TO em seus relatórios de auditoria anuais. A transparência nos gastos, aliada à modernização da máquina pública, compõe o discurso de gestão da atual administração.

Do ponto de vista regimental, os concursos tramitam sob a modalidade de nova seleção, dispensando novo concurso público apenas em casos de validade de edital anterior, o que não se aplica aos quadros citados. O próximo passo legal é a publicação dos decretos de nomeação da comissão de concurso e a abertura de licitação para a banca organizadora.

A Assembleia Legislativa do Tocantins aguarda o envio dos projetos de lei complementar que ajustarão o quadro de pessoal nos respectivos órgãos. A bancada de oposição questiona a capacidade financeira do estado de arcar com o impacto previdenciário dos novos servidores, estimado em R$ 150 milhões anuais a longo prazo. O governo rebate citando o superávit primário acumulado no primeiro trimestre de 2026.

Os candidatos devem aguardar o Diário Oficial do Estado para os primeiros lançamentos. A expectativa da sociedade civil organizada é que o cronograma seja cumprido sem os atrasos que marcaram as gestões anteriores, onde editais anunciados em anos eleitorais acabaram cancelados ou adiados por falta de verba. O prazo para homologação dos resultados finais, considerando a complexidade das provas, deve estender-se até o início de 2027.

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◆ Repórter · Nortícia Política

Eliana Castro

Equipe Nortícia · Manaus, AM. Cobertura jornalística independente do Norte do Brasil.

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