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Nortícia SegurançaPrisão em flagrante

Homem é preso em Rorainópolis por extorsão com vídeos íntimos de ex-companheira

Suspeito, de 27 anos, exigia R$ 5 mil sob ameaça de vazar material. Polícia Civil cumpriu mandado na manhã desta quinta-feira (28).

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Diego Câmara
Roraima · AM
29 de mai. de 2026
publicado
3 min
de leitura · 594 palavras
Viatura da Polícia Civil estacionada em via pública de Rorainópolis.
Suspeito, de 27 anos, exigia R$ 5 mil sob ameaça de vazar material. Polícia Civil cumpriu mandado na · Foto: Redação Nortícia

A Polícia Civil de Roraima prendeu em flagrante na manhã desta quinta-feira (28) um homem de 27 anos acusado de cometer extorsão na cidade de Rorainópolis, no sul do estado. O suspeito, identificado como A.S.G., foi detido após exigir o pagamento de R$ 5 mil de sua ex-companheira, uma mulher de 35 anos, sob a ameaça de divulgar vídeos e fotografias íntimas em redes sociais e aplicativos de mensagem.

Conforme o Auto de Prisão em Flagrante lavrado pela delegacia local, a investigação foi instaurada após a vítima buscar a autoridade policial relatando que vinha sofrendo ameaças desde o fim do relacionamento, ocorrido há oito meses. Durante os dois anos de união, a mulher teria transferido cerca de R$ 10 mil ao suspeito, valores que, segundo o apurado, eram solicitados a título de empréstimo, mas nunca foram devolvidos.

A autoridade policial apurou que o modus operandi do investigado mudou após a separação. Deixando de apenas solicitar dinheiro, A.S.G. passou a utilizar o conteúdo íntimo produzido consentidamente durante o relacionamento como instrumento de coação. Segundo os depósitos colhidos, ele utilizava informações detalhadas da rotina e da vida pessoal da vítima para aumentar a pressão psicológica, criando um cenário de medo que a constrangia a realizar os pagamentos.

O crime de extorsão, tipificado no Artigo 158 do Código Penal, configura-se quando o agente constrange alguém, mediante violência ou grave ameaça, com o intuito de obter vantagem econômica indevida. No caso de Rorainópolis, a vantagem econômica era direta, mas o dano moral potencializado pelo vazamento de imagens foi o fator determinante para a prisão preventiva em flagrante. A ação policial foi coordenada para garantir a integridade das provas digitais, incluindo a apreensão do celular utilizado pelo suspeito para fazer as ameaças.

Delegados responsáveis pelo caso destacam que situações de "pornografia de vingança" ou extorsão sexual têm crescido no registro de ocorrências estaduais, exigindo atuação rápida das perícias forenses para rastrear a origem das mensagens e evitar a disseminação do material. No inquérito, a Polícia Civil juntou prints das conversas, extratos bancários que comprovam as transferências anteriores e o registro das ameaças.

O delegado responsável pelo caso ressaltou que a atuação célere foi crucial para impedir a consumação do dano irreparável à reputação da vítima. A investigação tomou fôlego após a vítima apresentar gravações de áudio e capturas de tela que comprovavam a exigência financeira incondicional. Ao ser detido, o suspeito teve os direitos constitucionais assegurados, incluindo o acesso à Defensoria Pública, caso não constitua advogado particular. No momento da abordagem, a equipe policial localizou o aparelho celular utilizado nas negociações extorsivas, que agora será periciado para recuperar mensagens apagadas.

A legislação brasileira, através da Lei 13.718/2018, endureceu as penas para crimes como a divulgação de cena de sexo ou de pornografia, inserindo dispositivos no Código Penal. No entanto, no caso concreto de Rorainópolis, a capitulação prioritária recai sobre o crime de extorsão, devido ao nexo causal claro entre a ameaça e a cobrança de dinheiro. O Ministério Público Estadual deverá analisar a possibilidade de oferecimento de denúncia também pelo delito de violação de intimidade sexual em continuidade delitiva.

A.S.G., que trabalha como auxiliar de serviços gerais, não possuía antecedentes criminais registrados no sistema do Tribunal de Justiça de Roraima até o momento da prisão. Procurada, a defesa técnica do suspeito ainda não foi constituída oficialmente nos autos. O caso segue tramitando na 1ª Vara Criminal de Rorainópolis, onde a justiça decidirá sobre a manutenção da prisão preventiva ou a aplicação de medidas cautelares diversas. A vítima segue acompanhada pela rede de proteção, garantido o sigilo de sua identidade.

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◆ Repórter · Nortícia Segurança

Diego Câmara

Equipe Nortícia · Manaus, AM. Cobertura jornalística independente do Norte do Brasil.

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