Homicídios caem 14,7% no Amazonas, mas índice é alto
Estado registrou 229 mortes a menos em 2024, mas taxa por habitante ainda supera a média do Brasil.
Os números da segurança pública no Amazonas finalmente apontam para uma direção diferente. O Atlas da Violência 2026 traz um alento para o estado: houve uma queda significativa nos homicídios em 2024. O estudo, realizado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), revela que o Amazonas está entre as unidades da federação que mais reduziram a violência no período.
Contudo, a comemoração é contida. Apesar da melhora expressiva, o Amazonas ainda não conseguiu escapar de uma estatística preocupante. A taxa de assassinatos no estado continua acima da média nacional. O cenário é de avanço, mas o desafio para igualar ou superar os índices de segurança do restante do país permanece grande.
A queda nos números absolutos
A redução na violência foi fiel aos números. Em 2023, o Amazonas registrou 1.555 homicídios. Em 2024, esse total caiu para 1.326. A diferença de 229 mortes a menos representa uma redução de 14,7%. Esse dado coloca o Amazonas empatado com Goiás na quarta posição entre os estados que mais reduziram homicídios em números absolutos.
Essa evolução acompanha uma tendência nacional positiva. O Brasil chegou a 2024 com o menor patamar de homicídios da série histórica, iniciada em 1998. No Amazonas, o recuo sugere que as ações adotadas no estado podem estar surtindo efeito, mesmo que o cenário ideal ainda esteja distante.
A taxa por 100 mil habitantes
Quando analisamos a taxa de homicídios por 100 mil habitantes, a melhora também é visível. O índice amazonense caiu de 38,1 para 32,2, uma redução de 15,5% em apenas um ano. É um movimento importante, pois mostra que a violência está diminuído proporcionalmente em relação à população.
No entanto, o "feio" da notícia reside justamente aí. Mesmo com essa queda de quase 16%, a taxa de 32,2 homicídios por 100 mil habitantes ainda é superior à média brasileira. Isso significa que o risco de se ser vítima de um assassinato no Amazonas continua maior do que a média encontrada em outros estados do país.
O desafio de manter o ritmo
Os dados do Atlas da Violência servem como um termômetro para a gestão pública. Para a população da capital e do interior, a sensação de segurança precisa acompanhar a melhora das estatísticas. O fato de o estado ainda figurar acima da média nacional indica que as estruturas da criminalidade continuam fortes e ativas.
Manter a queda nos homicídios em 2025 será o teste principal. É fundamental que o poder público não baixe a guarda. A redução de 2024 mostra que é possível virar o jogo, mas a persistência de índices elevados exige políticas contínuas e eficientes. O Amazonas avançou, mas ainda tem uma estrada longa pela frente para garantir a paz plena aos seus cidadãos.
Com base em g1-am.
Curadoria Nortícia
Equipe Nortícia · Manaus, AM. Cobertura jornalística independente do Norte do Brasil.



