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MP bloqueia R$ 48 mi de milícia privada em operação em Rondônia

Gaeco cumpre mandados em Porto Velho, Ariquemes e Cujubim. Esquema usava empresas e gado para lavar dinheiro.

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Diego Câmara
Rondônia · AM
26 de mai. de 2026
publicado
2 min
de leitura · 436 palavras
Máquinas pesadas e gado apreendidos pela polícia em Rondônia
Gaeco cumpre mandados em Porto Velho, Ariquemes e Cujubim. Esquema usava empresas e gado para lavar · Foto: Redação Nortícia

O Ministério Público de Rondônia (MP-RO) realizou uma ofensiva significativa contra o crime organizado no estado. Através da Operação "Labirinto de Bronze", as autoridades desmantelaram parte de uma milícia privada que operava sob a aparência de negócios legítimos. A ação não apenas cumpriu mandados judiciais, mas atingiu o "bolso" da organização com o bloqueio de valores expressivos, totalizando R$ 48 milhões em bens.

O funcionamento do esquema

A inteligência do MP-RO descobriu que o grupo criminoso utilizava estratégias sofisticadas de lavagem de dinheiro. Para ocultar a origem ilícita dos recursos, os investigados criaram uma rede de empresas e pessoas de fachada. Uma das principais frentes utilizadas era uma empresa de terraplanagem. Esse tipo de serviço, comum na expansão agrícola e de infraestrutura do estado, servia como capa para justificar grandes movimentações financeiras. A compra de propriedades rurais também compunha o quadro de dissimulação, permitindo que o grupo acumulasse patrimônio aparentemente legal.

Crimes e Violência

No centro das investigações está um indivíduo com histórico violento. O principal alvo da operação é condenado por crimes graves, incluindo sua participação em uma chacina ocorrida no município de Buritis, em 2012. A persistência na atividade criminosa demonstra a audácia da organização. Mesmo com o líder já tendo fugido de operações anteriores, a estrutura da milícia continuava funcionando e gerando lucros em sua ausência. A "Labirinto de Bronze" buscou interromper esse ciclo, cumprindo mandados de prisão preventiva para evitar novas fugas.

O alcance da operação

A logística da operação envolveu o cumprimento de sete mandados de busca e apreensão. As ações não ficaram concentradas em um único ponto; pelo contrário, abrangeram três municípios estratégicos de Rondônia: a capital, Porto Velho; Ariquemes, importante polo agrícola; e Cujubim, região de fronteira agrícola. Essa dispersão geográfica reforça a tese de que o grupo possuía uma capacidade de atuação ampla e estruturada, utilizando a economia local para mover recursos ilícitos.

Os prejuízos para o crime

O impacto financeiro da operação é um dos maiores recentes no estado. O saldo é de R$ 48 milhões em bens bloqueados ou apreendidos. O leque de bens é variado: contas bancárias foram congeladas, e o patrimônio físico inclui imóveis urbanos e rurais, veículos e máquinas pesadas, essenciais para o funcionamento da empresa de fachada. Um dos destaques da apreensão foi o sequestro de mais de 1,5 mil cabeças de gado. Esse rebanho foi localizado em fazendas na região de Cujubim e servia como mais uma reserva de valor para a quadrilha. Com a apreensão, o MP-RO garante que esses bens possam ser destinados ao Estado, desmontando o poderio econômico da milícia.

Com base em g1-ro.

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◆ Repórter · Nortícia Segurança

Diego Câmara

Equipe Nortícia · Manaus, AM. Cobertura jornalística independente do Norte do Brasil.

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